Busca avançada
Ano de início
Entree

Densidade mamária e o risco de câncer de mama

Processo: 18/20205-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Radiologia Médica
Pesquisador responsável:Eduardo Carvalho Pessoa
Beneficiário:Marina Cabral Dessimoni
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias mamárias   Mamografia   Densidade   Mama   Ensaio clínico   Coleta de dados   Análise de risco   Análise estatística de dados

Resumo

Introdução: O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. É a principal causa mundial de morte por câncer em mulheres, com cerca de 520 mil mortes estimadas por ano. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama corresponde a 28,1% dos casos de câncer em mulheres. Até o momento, o rastreamento mamográfico é preconizado mundialmente como método de prevenção secundária e diagnóstico precoce do câncer de mama. Contudo, é influenciado negativamente pela densidade mamária (DM), considerando que há redução da sensibilidade do método à medida que há aumento da densidade das mamas. Pode haver perda de até 30-40% da sensibilidade da mamografia em casos de mamas densas. Deve-se destacar também que a DM é atualmente considerada fator de risco independente para o câncer de mama. Estudos mostram aumento de risco em até 4 a 6 vezes para casos de mamas densas. Apesar de ainda não estar claro qual seria o mecanismo envolvido para este aumento de risco, acredita-se que esteja relacionado ao maior volume de tecido fibroglandular e, portanto, ao maior número de células epiteliais sujeitas à carcinogênese e ao desenvolvimento do câncer. Além disso, alguns estudos recentes têm avaliado a possível correlação entre a DM e a agressividade tumoral, mostrando certa associação entre mamas mais densas e tumores de alto grau e menor diferenciados. Objetivo: avaliar a relação entre a densidade mamária e o desenvolvimento de câncer de mama e seus subtipos em mulheres brasileiras. Métodos: trata-se de ensaio clínico, de caráter analítico e retrospectivo para a avaliação do padrão de densidade mamária e câncer de mama. O grupo populacional será constituído de pacientes que realizaram mamografia no Hospital das Clínicas de Botucatu-Unesp , no período de 2014 a 2018, e tiveram o padrão de densidade mamária classificado de acordo com a quinta edição do BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) pela equipe de Mastologia do Centro de Avaliação em Mastologia da Faculdade de Medicina de Botucatu Mastologia Prof. Laurival Antonio De Luca (CAM) - Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP. A amostra será não-probabilística e por adesão. Os critérios de exclusão serão: mamografia BIRADS 4 ou 5 sem resultado da biópsia e paciente com mamografia BIRADS 0, sem investigação até a coleta de dados. Serão verificadas as principais variáveis da densidade mamária relacionadas ao câncer de mama. Os resultados observados serão anotados em protocolos específicos e armazenados em banco de dados desenvolvido em planilha do software Microsoft Excel for Windows devidamente adaptado para análise estatística. A partir dos dados serão construídas as tabelas com os resultados. Os testes estatísticos serão bilaterais e o nível de significância adotado será de 5%. As análises serão feitas usando o software Statistical Analyses System (SAS) for Windows, versão 9.2, pelo Escritório de Apoio à Pesquisa (EAP) da Faculdade de Medicina de Botucatu que conduzirá os procedimentos de análise. Resultados esperados espera-se que o projeto mostre que há relação entre a densidade mamária e o câncer de mama, associando mamas densas a um risco maior de câncer de mama, bem como maior risco de tumores agressivos. Assim, repercutindo consideravelmente na caracterização e consequente maior atenção das pacientes com mamas densas.