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A enchente do rio Vermelho na cidade de Goiás (GO) em 31 de dezembro de 2001 e seu impacto nas discussões sobre meio ambiente, memória e patrimônio (2001-2011)

Processo: 19/04736-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Janes Jorge
Beneficiário:Thuany Marchesi Rosa
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):História ambiental   Patrimônio histórico   Memória histórica   Meio ambiente   Desastres ambientais   Goiás

Resumo

O rio Vermelho possui um enorme valor para história da Cidade de Goiás. Sua relevância remonta aos primeiros acampamentos organizados e estabelecidos na região que hoje conhecemos como o estado de Goiás. Ao longo de suas margens foram descobertos os minérios que impulsionariam a economia daquela Vila Boa. Além disso, foi ao lado de seu curso onde se iniciou o processo de ocupação e o seu desenvolvimento urbano, com a construção dos prédios públicos, privados e religiosos que hoje, são reconhecidos mundialmente pelo seu valor histórico. Contudo, o rio Vermelho marcou a história e a memória daquela população não só no que diz respeito à construção de uma cidade e de uma cultura vilaboense, ele representou também a destruição através de suas enchentes. Em 31 de dezembro de 2001, a Cidade de Goiás, que apenas 17 dias antes havia recebido o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, foi atingida por uma das enchentes do rio Vermelho, ocasionando a perda de grande parte do patrimônio público e privado vilaboense. O título, que veio depois de décadas de um sentimento de desvalorização generalizado na cidade, que perdeu proeminência política e econômica, foi colocado em xeque por uma das maiores enchentes que já atingiu Goiás. Esse evento nos permite refletir acerca da percepção dos desastres para uma população em nível simbólico e como isso pode mudar a maneira como ela lida com as questões referentes ao meio ambiente, a memória e ao patrimônio.)