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Papel da matriz peritrófica meconial na determinação da diversidade microbiana intestinal durante a transição entre larvas e adultos de Aedes Aegypti

Processo: 19/10590-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Jayme Augusto de Souza-Neto
Beneficiário:Amanda Montezano Cintra
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Microbiologia   Aedes aegypti   Controle biológico

Resumo

É estimado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que cerca de 2,5 bilhões de pessoas habitam áreas de risco de infecção pelo vírus dengue (DENV) doença transmitida por vetores como Aedes aegypti, sendo relatados entre 50 e 100 milhões de casos de infecção a cada ano. Além da transmissão da dengue o mosquito também é um dos responsáveis por transmitir outras arboviroses de suma importância para a saúde pública, como febre amarela, Zika e chikungunya. Quando Ae. aegypti se alimenta de sangue humano infectado com patógenos como, por exemplo o vírus da Dengue, ocorre uma interação dos vírus com o próprio organismo do mosquito, e o primeiro local onde essa interação será estabelecida é o intestino. O tubo digestivo do mosquito Ae. aegypti é dividido anatomicamente em 3 partes: intestino posterior, médio e anterior. Entre o espaço endoperitrófico e o espaço ectoperitrófico está localizada a matriz peritrófica (foco de estudo deste projeto) que pode ser localizada acima das microvilosidades intestinais e é composta primordialmente por quitina e proteínas associadas à sua estrutura. Acredita-se que tenha uma função principal de evitar que microrganismos presentes no bolo alimentar penetrem no tubo digestório desses animais, além de facilitar a digestão evitando que enzimas não sejam eliminadas juntamente com esse bolo alimentar ao longo do processo de digestão. A matriz meconial se forma em um curto período próximo da emergência de adultos e pode possuir um papel de seleção de microrganismos. A microbiota do intestino médio do mosquito influencia a competência em vetores para múltiplos patógenos humanos, no entanto a microbiota é altamente variável e as fontes dessa variabilidade não são bem compreendidas, o que limita a capacidade de entendimento ou prevenção na transmissão de patógenos. Para compreender a relação presente entre a microbiota intestinal e a matriz peritrófica meconial presente durante a transição de larvas para adultos de Ae. aegypti será realizado a degradação da mesma a partir da utilização de polioxina D e com isso será possível realizar uma comparação da diversidade microbiana encontrada na presença e ausência desta estrutura. A estrutura da matriz peritrófica no intestino médio desses animais é responsável por abrigar uma grande parte dessa microbiota adquirida pelo animal em sua fase larval, com isso o objetivo desse projeto é desvendar a importância da matriz meconial para o estabelecimento das bactérias ao longo do tecido na transição entre pupa e mosquito adulto.