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Avaliação da necessidade da ativação do complexo inflamassoma na inflamação neutrofílica induzida pelas Natterinas, toxinas formadoras de poros

Processo: 19/10500-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Carla Lima da Silva
Beneficiário:Carla Lima da Silva
Anfitrião: Bernhard Ryffel
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Institut de Transgénose Orléans-Villejuif, França  
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Inflamação   Imunidade inata

Resumo

Neutrófilos são as células imunes mais abundantes na circulação e principais intervenientes na inflamação aguda. O recrutamento excessivo de neutrófilos é observado em lesões traumáticas e isquêmicas, autoimunidade e lesão hepática estéril e a excessiva ativação de neutrófilos resulta em lesão tecidual. Portanto, a compreensão dos mecanismos que regulam o recrutamento de neutrófilos é de grande importância fisiológica e fisiopatológica. O processamento do precursor pró-IL-1² citosólico inativo de 31 kDa na IL-1² bioativa de 17-kDa depende principalmente da clivagem autocatalítica da cisteína-protease caspase-1. Tal clivagem é desencadeada por várias estruturas denominadas inflamassoma que consiste em um grupo complexo proteinas, dentre as quais os mais bem caracterizados incluem os receptores da família de proteínas NLR, ou seja, NLRP1, NLRP3 e NLRC4. Enquanto a ativação canônica do inflamassoma resulta na clivagem e ativação de caspase-1, a ativação de não-canônica resulta na ativação de pró-caspase-11, que promove a morte celular, bem como a secreção de IL-1a e IL-1b e o recrutamento de neutrófilos durante a resposta a uma infecção. A família Natterinas foi descoberta pela primeira vez na glândula de veneno do peixe peçonhento brasileiro Thalassophryne nattereri com cinco ortólogos 1-4 e -P. As proteínas Natterinas contem na região N-terminal dois domínios DM9 descobertos pela primeira vez em Drosophila, seguidos por um domínio de aerolisina no C-terminal. A família aerolisina pertence à grande classe de proteínas/toxinas formadoras de poros (b-PFTs) e é considerada os principais fatores de virulência que contribuem para doenças inflamatórias graves em humanos e animais. É descrito para as demais aerolisinas derivadas de bactérias (nigericin, maitotoxin e aerolysin de P. aeruginosa) uma ação na ativação do complexo inflamassoma NLRP3, logo se espera que para as Natterinas esta ação também ocorra. Porem, resultados preliminares obtidos de experimentos com camundongos selvagens tratados com anticorpos neutralizantes anti-IL-1² e com inibidores MCC950 e para caspase-1 e -11 demonstram que a neutrofilia induzida pelas Natterinas é dependente de caspases/IL-1², mas ao contrario de outras aerolisinas, não depende da ativação de NLRP3. Nosso objetivo neste projeto é verificar o papel da ativação de outros membros das plataformas canônicas ou não-canônicas do inflamassoma no recrutamento de neutrófilos para o local da lesão induzida por toxinas formadoras de poros Natterinas, bem como a influência direta desses membros na ativação de neutrófilos modulando sua capacidade de produzir mediadores que amplificam a resposta inflamatória.

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