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Habitat da autonomia: formas insólitas do habitar no campesinato brasileiro

Processo: 19/05504-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:João Marcos de Almeida Lopes
Beneficiário:Cecília Corrêa Lenzi
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Habitação social   Camponeses   Autonomia   Povos ribeirinhos

Resumo

Este projeto de pesquisa tem como objetivo central investigar o habitat da autonomia, compreendidos como os arranjos espaciais decorrentes das diferentes formas de habitar das populações camponesas brasileiras. Partindo de um universo a ser descoberto para os arquitetos - qual seja, o das áreas não urbanas -, identificamos nas populações tradicionais os aspectos de uma potencial autonomia - que se manifesta na prática cotidiana de relações não capitalistas de produção, e também nas formas de uso comum da terra. Com base neste enfoque, buscamos compreender de que maneira esta autonomia se expressa, constitui e é constituída, nas estratégias de manutenção da vida e do trabalho nas áreas não urbanas brasileiras. O conceito de habitat camponês formará o cerne metodológico da pesquisa. Formulado a partir do acúmulo do grupo HABIS (IAU/USP) nas pesquisas coletivas e individuais sobre habitação rural, este conceito dará suporte na enunciação das estratégias do trabalho de campo, assim como na interpretação dos dados empíricos. Buscando alcançar a amplitude que configura as formas de vida e trabalho das populações não urbanas do país, o conceito de habitat camponês integra quatro eixos: a questão agrária e fundiária; o provimento de infraestrutura e serviços; a consolidação da agricultura camponesa; e a questão habitacional. Cada um dos eixos se desdobrará em diferentes dimensões de análise, que estarão por sua vez permeadas pela ideia que fundamenta este projeto: os diferentes aspectos da busca permanente do campesinato brasileiro por autonomia. Ribeirinhos (AM), faxinalenses (PR) e apanhadores de flores (MG) serão os sujeitos de pesquisa e constituirão nossa aproximação empírica a esta problemática. (AU)