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Etnografia de uma roda de samba: a experiência do samba no Alto Alegre

Processo: 18/26214-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Christina de Rezende Rubim
Beneficiário:Rafael Andrade Caldas
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Etnografia   Antropologia cultural e social   Expressão cultural   Identidade cultural   Samba

Resumo

A partir de uma experiência familiar através da roda de samba no povoado Alto Alegre, distrito de Ipirá-BA, tivemos a experiência do estranhamento antropológico, sendo essa experimentação, o contato com um termo conhecido por nós, mas, divergente nas práticas dessa comunidade. Tomando o estranhamento como possibilita de problematização das nossas ideias pré-concebidas de existência, nosso objetivo é compreender a roda de samba como um todo, sua história, contexto e relações de poder, econômicas e sociais entre seus atores específicos, no Alto Alegre. Procurando responder, de que maneira esse samba se constitui como uma forma de expressão distinta das demais praticadas, sendo particular daquele espaço específico, e como a roda de samba se relaciona com os processos de construção, reprodução e rupturas da identidade cultural dos atores ligados e esse povoado. Esta é uma pesquisa etnográfica, perspectiva que tem como princípio o refinamento teórico nas Ciências Humanas por meio do levantamento de dados empíricos em contínuo diálogo com as teorias científicas, e também no reconhecimento de outras práticas e visões de mundo. A antropologia da prática de Sherry Beth Ortner (2006) é sua base teórico-metodológica, sendo uma teoria geral da produção, reprodução e transformação do sujeito por meio de sua ação no mundo, como também da produção, reprodução e transformação do próprio mundo por intermédio dessa ação. Apropriando-nos também como recurso interpretativo, do conceito de cultura utilizado pela mesma autora, da definição de samba do Batista Siqueira (1978) e da ideia de permanência e transformação da Nina Graeff (2015).