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Queixas contra os clérigos nas cortes portuguesas dos séculos XIV e XV

Processo: 19/04782-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Susani Silveira Lemos Franca
Beneficiário:Rodolfo Nogueira da Cruz
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/14786-6 - Escritos sobre os novos mundos: uma história da construção de valores morais em Língua Portuguesa, AP.TEM
Assunto(s):História medieval   Clérigos   Idade Média   Portugal

Resumo

A partir dos reinados de D. Dinis (1267-1325) e D. Afonso IV (1291-1357), os reis de Portugal lançaram ofensivas contra as más condutas dos clérigos no âmbito de suas terras e em prejuízo dos seus súditos. Nesse período, em que o universalismo da Igreja se deparava com a soberania régia, crescem as denúncias, feitas por representantes dos concelhos do reino nas Cortes, de que os clérigos portugueses infringiam diversas leis e não se comportavam de acordo com seu estado e ofício. Dado o convívio mais intenso dos prelados e monges com os leigos e súditos do rei no âmbito das cidades, os desvios e más condutas clericais tornaram-se mais visíveis e passaram a incomodar mais, de forma que, além de serem acusados de desobedecer a legislação régia, eram recriminados por violar a honestidade sacerdotal, exibindo-se com uma aparência desleixada e uma conduta desvirtuosa. Visando os princípios que sustentam os julgamentos e as condenações que receberam, o objetivo da pesquisa proposta é mapear as reclamações recorrentes sobre as práticas consideradas não condizentes com seu estado e que podiam induzir ao vício e ao pecado também os cristãos com quem coexistiam. A partir dessas denúncias dos desvios ou desvirtudes dos homens de Igreja levadas às Cortes, interrogaremos não apenas as práticas clericais no período em questão, mas igualmente o valor moral das condutas individuais e sociais e as expectativas em relação a tal grupo social nesse reino. Em síntese, a pesquisa será conduzida pela seguinte questão: quais atitudes eclesiásticas foram comumente objeto de queixa pelos portugueses dos séculos XIV e XV e em que medida as reclamações tornadas públicas sobre eles revelam pactos sociais que vão para além desse grupo? (AU)