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Ateliê de desenho de livre-expressão no contexto do suicídio: um diálogo com a fenomenologia da vida

Processo: 19/02999-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Andrés Eduardo Aguirre Antúnez
Beneficiário:Erika Rodrigues Colombo
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicologia clínica   Suicídio   Desenho   Fenomenologia (psicologia)   Intervenção psicológica   Prevenção do suicídio

Resumo

Atualmente, o suicídio está entre as três maiores causas de morte entre pessoas com idade entre 15 e 35 anos e foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, em todo o mundo, no ano de 2016. Casos recentes de suicídios entre estudantes da Universidade de São Paulo (USP), ao menos quatro, foram registrados entre maio e junho de 2018. A partir de mobilizações e discussões no interior da USP, foi criado o Escritório de Saúde Mental (ESM), com o objetivo de proporcionar aos estudantes de graduação e pós-graduação acolhimento em relação ao sofrimento psíquico apresentado durante a formação universitária. Dentre os temas prioritariamente abordados pelo ESM, está a questão do suicídio, suas possíveis causas e sua prevenção. Apesar da ampla gama de fatores de risco, os suicídios são evitáveis. A tentativa prévia de suicídio é o fator preditivo isolado mais importante. Dessa forma, o presente projeto propõe uma intervenção terapêutica de prevenção junto ao ESM da USP, para o acolhimento a estudantes que já tentaram, ou ao menos pensaram em tentar o suicídio. Tal intervenção se dará a partir da implementação de um Ateliê de Desenho de Livre-Expressão, conforme a metodologia desenvolvida pelo psicólogo francês Michel Ternoy, em um trabalho de mais de vinte anos com pacientes de um hospital psiquiátrico, a partir do método de análise fenômeno-estrutural de Eugène Minkowski. A partir da experiência no Ateliê, propomos também estabelecer um diálogo teórico com a fenomenologia da vida de Michel Henry, visando uma melhor compreensão acerca do sofrimento de jovens estudantes universitários no contexto do suicídio. Também buscaremos discutir de que forma a prática terapêutica em grupo do Ateliê, desenvolvida no âmbito do atendimento a pessoas que já tentaram ou pensaram em cometer suicídio, pode abrir novas possibilidades de compreensão, acolhimento e prevenção neste contexto, contemplando alcances e limites desse trabalho. (AU)

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