Busca avançada
Ano de início
Entree

Ablação tumoral utilizando radiação ionizante e nanopartículas de Pd e Au em Melanoma e Carcinoma Hepatocelular in vitro e in vivo

Processo: 18/15598-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Ademar Benévolo Lugão
Beneficiário:Lucas Freitas de Freitas
Instituição-sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nanomedicina   Ablação por cateter   Radiação ionizante   Nanopartículas metálicas   Paládio   Melanoma   Ouro   Carcinoma hepatocelular   Microscopia eletrônica de transmissão   Microscopia de força atômica

Resumo

O Câncer é uma condição patológica de grande incidência, causa de uma significativa porcentagem de óbitos por ano no mundo inteiro. Pesquisas buscando novas formas de tratamento mais eficazes e menos invasivas para o Câncer têm se intensificado nas últimas décadas, e a nanotecnologia traz uma contribuição significativa neste aspecto. A utilização de nanopartículas para intensificar os efeitos da radioterapia tem ganhado crescente atenção, pelo fato de que os efeitos colaterais desta modalidade terapêutica causados pela radiação em curto e longo prazo são consideravelmente diminuídos. Nanopartículas radioativas usadas para terapia antitumoral são um outro exemplo de intervenção terapêutica promissora na ablação de tumores, oferecendo mais eficaz controle da dose de radiação de acordo com a concentração de nanopartículas administradas, e também menor invasividade na administração, dentre outras vantagens. Além disso, radioterapia com feixe de partículas carregadas também mostra resultados muito melhores do que a radioterapia convencional, e pode ser potencializada ainda mais se combinada ao uso de nanomateriais com elementos de alto número atômico. Este projeto visa à síntese nanopartículas de ouro e de paládio via redução por epigalocatequina-galato - um composto natural encontrado em folhas de chá - ou por via radiolítica, bem como sua caracterização e utilização em modelos de tumores superficial (Melanoma Melanótico) e profundo (Carcinoma Hepatocelular) in vitro e in vivo. As nanopartículas serão caracterizadas quanto à morfologia por imagem (microscopia eletrônica de transmissão, microscopia de força atômica), quanto ao tamanho hidrodinâmico, ao potencial zeta e à localização intracelular por microscopia confocal. Células da linhagem B16F10 serão cultivadas em placas de 96 poços para os testes in vitro e administradas subcutaneamente no flanco direito de camundongos C57BL/6 para indução de Melanoma Melanótico in vivo, ao passo que células da linhagem Hep3b serão cultivadas em placas de 96 poços para os testes in vitro e administradas diretamente no fígado de camundongos atímicos BALB/c nude para indução de Carcinoma Hepatocelular in vivo. Vários marcadores metabólicos, imunogênicos, apoptóticos e angiogênicos serão quantificados in vitro e in vivo. Espera-se que haja diminuição da viabilidade celular em ambos os modelos tumorais in vitro após a administração de nanopartículas às células em cultura, comparadas a fibroblastos saudáveis. Além disso, espera-se um aumento de sobrevida dos animais tratados em consequência da diminuição do volume tumoral após as terapias com nanopartículas radioativas e também com a radioterapia potencializada pelas nanopartículas não-radioativas de ouro e paládio presentes nos tumores. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.