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Análise dos casos soropositivos de sífilis em doadores de sangue da Fundação Pró-Sangue - HSP na cidade de São Paulo

Processo: 19/11232-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Suzete Cleusa Ferreira Spina Lombardi
Beneficiário:Juliana Derriga da Silva
Instituição-sede: Hemocentro de São Paulo. Fundação Pró-Sangue. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/23028-9 - Análise dos casos soropositivos de sífilis em doadores de sangue da Fundação Pró-Sangue (HSP) na cidade de São Paulo, AP.R
Assunto(s):Sífilis   Treponema pallidum

Resumo

Introdução: A sífilis, uma doença antiga, mas ainda um problema de saúde pública no mundo todo. A Organização Mundial de Saúde estima que há 12 milhões de novos casos de sífilis a cada ano, com mais de 90% deles ocorrendo em países em desenvolvimento. Recentemente, tem havido um ressurgimento de sífilis que traz consigo um risco aumentado para a coinfecção pelo HIV. Esta somatória de agentes infecciosos pode potencialmente aumentar o risco de transmissão de doenças pelo sangue. Objetivo: Estudar características epidemiológicas do aumento da incidência de sífilis na população de doadores de sangue da Fundação Pró-Sangue HSP na cidade de São Paulo. Caracterizar o perfil sorológico do doador positivo para sífilis e determinar a prevalência de sífilis ativa. Monitorar a incidência de sífilis ativa em doadores de sangue durante o período estudado. Fortalecer o controle de qualidade do sangue e fornecer evidências científicas para elaborar estratégias de prevenção da sífilis aumentando a segurança transfusional. Materiais e Métodos: Estudo retro e prospectivo no qual será realizado o teste Elisa IgM para sífilis e VDRL, para todas as amostras positivas para o teste da triagem sorológica de doadores de sangue CMIA do ano de 2017. As amostras que apresentarem resultados positivos para Elisa IgM e VDRL será realizado o PCR em Tempo Real para sífilis. Justificativa: Entre 2015 e 2017, 327.536 doações de sangue foram triadas na nossa rotina laboratorial. A média percentual de soropositividade para sífilis neste período foi de 0,73% (2.391/327.536). Em 2017 foi detectado pelo teste de CMIA, um total de 532 amostras positivas para sífilis, sendo 393 (74%) VDRL negativas e 139 (26%) VDRL positivas. Observamos um aumento progressivo na positividade do marcador para sífilis de 0,62% em 2015 para 0,73% em 2016 e 0,85% em 2017. Representando um aumento de 37% (p <0.0000001). A monitorização contínua do perfil de doadores infectados por sífilis neste momento de ressurgimento da doença é extremamente útil e importante, pois reflete a situação epidemiológica da doença na comunidade, e pode contribuir para definição de políticas de saúde e medidas de incremento da segurança transfusional. A vigilância contínua dos fatores de risco associados com a sífilis pode ajudar na melhoria do recrutamento e triagem clínica dos doadores de sangue.