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Poluição em praias arenosas: distribuição e níveis de poluentes na biodiversidade bêntica

Processo: 18/26772-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Alexander Turra
Beneficiário:Marilia Nagata Ragagnin
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/03804-9 - Governança ambiental da macrometrópole paulista face à variabilidade climática, AP.PFPMCG.TEM
Assunto(s):Conservação   Qualidade ambiental   Poluição do mar   Poluentes orgânicos   Metais pesados   Microplásticos   Solo arenoso   Biodiversidade   Sistemas bentônicos   Praias   Região Norte

Resumo

Ecossistemas marinhos e costeiros têm sido impactados há décadas pela poluição produzida por atividades antropogênicas relacionadas, principalmente, à agricultura, indústria e urbanização. Muitas das substâncias liberadas nos sistemas naturais representam uma grave ameaça por sua persistência, toxicidade, capacidade de bioacumulação e transferência ao longo de teias tróficas. Por este motivo, a demanda por esforços de avaliação e mapeamento dos níveis destes poluentes e seus impactos para a biodiversidade e saúde humana é crescente para que estratégias de gestão sejam efetivamente aplicadas. Este tipo de avaliação se torna especialmente relevante em praias arenosas, uma vez que populações humanas dependem de recursos e serviços ecossistêmicos essenciais providos por estes ambientes. Apesar disso, pouco se sabe sobre como poluentes afetam estes ecossistemas e sua biota, principalmente porque amostras de sedimento normalmente não permitem análises desse tipo nesse ambiente. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho é investigar as concentrações de metais pesados, poluentes orgânicos e microplásticos em organismos bentônicos de praias, mapeando os níveis de poluição no Litoral Norte do Estado de São Paulo (LNSP). Para isso, indivíduos adultos das espécies Donax hanleyanus e Emerita brasiliensis serão utilizados como biomonitores ao longo de 48 praias da região. O tecido destes organismos será utilizado em análises químicas para determinar a concentração de cada contaminante. A concentração total de cada grupo de poluente será avaliada individualmente por ANOVA de medidas repetidas, buscando possíveis diferenças entre praias e entre as espécies. Por fim, os dados obtidos para estes poluentes serão integrados em análises multivariadas para traçar conclusões sobre o status atual da poluição nas praias do LNSP. Mapas serão elaborados para compreender a variação dos níveis de poluição entre as praias, que será relacionada às prováveis fontes de emissão e discutida quanto à existência ou necessidade de políticas públicas na região. Portanto, o presente estudo pretende identificar quais praias recebem maior carga de poluentes e necessitam de maior atenção dos tomadores de decisão para sua conservação, estudos de monitoramento e ações de gestão. (AU)