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Colágeno marinho extraído de esponjas: avaliação da genotoxicidade e biocompatibilidade para utilização na engenharia de tecido ósseo

Processo: 19/10976-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Ana Claudia Muniz Renno
Beneficiário:Sérgio da Rocha Alves Júnior
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/03759-1 - Colágeno marinho extraído de esponjas: avaliação da genotoxicidade e biocompatibilidade para utilização na engenharia de tecido ósseo, AP.R
Assunto(s):Engenharia tecidual   Biotecnologia   Biomateriais   Substâncias bioativas   Osso e ossos   Porifera   Colágeno   Modelos animais

Resumo

Os biomateriais a base de colágeno vem sendo cada vez mais utilizados em diversas áreas da saúde como ortopedia, dermatologia e odontologia. Atualmente, estes são empregados para os mais diversos fins como veículo para a liberação de fármacos, enxertos cutâneos e ósseos, membranas isolantes, entre outras. No entanto, a grande maioria desses biomateriais são produzidos a partir de colágeno extraído de tecido ósseo bovino, o que acarreta alguns problemas como riscos de rejeição e a possibilidade de transmissão de vírus e infecções bacterianas. Ainda, os custos relacionados ao monitoramento das espécimes e a extração e processamento da matéria prima são elevados, o que resulta em um preço final alto do produto, tornando-o inacessível a maior parte da população brasileira. Assim, é constante a busca por fontes alternativas de matéria prima que possam fornecer bioativos para a manufatura de biomateriais que sejam mais seguros, mais biologicamente eficazes e com custo mais acessível. Com isso, o objetivo deste estudo é caracterizar, avaliar a biocompatibilidade e os efeitos biológicos do colágeno marinho proveniente da esponja Aplysina caissara. Para este fim, as amostras serão caracterizadas por microscópio eletrônico de varredura (MEV) e espectroscopia de infravermelho por transformada de fourier (FTIR). Para os testes in vitro, a citotoxicidade e genotoxicidade dos compósitos serão avaliados através de testes in vitro utilizando células da linhagem MC3T3 e L929. Para os testes in vivo, serão utilizados ratos machos Wistar submetidos ao procedimento cirúrgico para realização do defeito ósseo na calota craniana. Cabe ressaltar que os defeitos serão preenchidos com o colágeno. Cada grupo experimental será dividido em 2 subgrupos- controle e colageno, nos períodos experimentais de 3,7,15 e 45 dias pós-cirurgia. Serão realizadas as análises de histopatologia, histomorfometria, imunohistoquímica. Espera-se que este projeto auxilie no desenvolvimento de novas tecnologias com utilização de biomateriais nacionais cada vez mais eficazes e seguros, resultando assim em novas abordagens para o tratamento de fraturas ósseas.