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O papel da angiotensina na obesidade: inflamação e da autofagia

Processo: 19/09983-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Joilson de Oliveira Martins
Beneficiário:João Pedro Tôrres Guimarães
Supervisor no Exterior: Naima Moustaid-Moussa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Texas Tech University (TTU), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/23266-0 - Mecanismos ligando angiotensina a obesidade e diabetes: papel da inflamação e da autofagia, BP.DR
Assunto(s):Síndrome metabólica   Obesidade   Inflamação   Autofagia   Diabetes mellitus   Sistema renina-angiotensina

Resumo

A obesidade é uma doença metabólica crônica que pode estar associada a distúrbios fisiológicos, como diabetes mellitus (DM) e hipertensão. Estudos mostraram vias comuns que ligam a obesidade à resistência à insulina e ao sistema renina-angiotensina (RAS). O angiotensinogênio (Agt) é o principal precursor do RAS. A ativação do Agt é frequentemente associada a disfunções nos processos celulares, como a autofagia. Na obesidade, o perfil pró-inflamatório no tecido adiposo leva à produção de adipocinas e citocinas que promovem intolerância à glicose e resistência à insulina. O leucotrieno B4 (LTB4) desempenha um papel central no estabelecimento da resistência à insulina e no desenvolvimento de inflamação de baixo grau em modelos animais. No tecido adiposo de camundongos DT2 induzidos por HFD, o recrutamento de monócitos, a polarização de macrófagos no perfil M1, a produção de citocinas pró-inflamatórias e a resistência à insulina mostraram-se dependentes da produção de LTB4. No fígado e músculo LTB4 promove inflamação e resistência à insulina. Pretendemos investigar o envolvimento de leucotrienos no RAS em camundongos com obesidade, com ênfase específica no papel da inflamação, autofagia e sinalização do receptor de insulina em órgãos / tecidos metabolicamente ativos. A compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos nessas doenças pode trazer um benefício direto ao paciente, melhorando sua qualidade de vida, além de reduzir os gastos públicos decorrentes das complicações dessas síndromes metabólicas.