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Desenvolvimento de oncológicos para a saúde animal: novos inibidores do sistema de biossíntese de ácidos graxos para terapêutica do Melanoma Canino

Processo: 19/10557-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Sonia Elisabete Alves de Lima Will
Beneficiário:Sonia Elisabete Alves de Lima Will
Empresa:Alchemy Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento Ltda
CNAE: Atividades veterinárias
Vinculado ao auxílio:17/23600-4 - Desenvolvimento de oncológicos para a saúde animal: novos inibidores do sistema de biossíntese de ácidos graxos para terapêutica do melanoma canino, AP.PIPE
Assunto(s):Oncologia veterinária   Saúde animal   Ácidos graxos   Melanoma   Cães   Enoil-(proteína de transporte de acila) redutase (NADH)

Resumo

Em países como o Brasil, China e Estados Unidos, há um aumento contínuo e assustador das taxas de mortalidade decorrente do Câncer de Pele em cães, tornando-o um problema cada vez mais importante para a saúde animal nacional e mundial. As despesas anuais por paciente em tratamento chegam em média U$ 40,000/ano, que não refletem em benefício terapêutico importante para os pacientes. O Melanoma Canino pode se desenvolver em diversos sítios anatômicos tais como cavidade oral, patas, lábios, olhos ou diversas regiões da pele. O Melanoma Oral é a forma mais comumente diagnosticada de Melanoma em cães. Embora os Melanomas possam surgir em qualquer cão, a prevalência desta doença é maior em cães de raça pura, especialmente Schnauzers, Doberman, Pinschers, Scottish Terriers, Irish e Gordon Setters e Golden Retrievers. O Melanoma, em especial, em cães é devastador, com prognóstico ruim e apresenta a maior taxa de mortalidade. Os antineoplásicos empregados no tratamento contra o Melanoma canino são os mesmos utilizados nos protocolos terapêuticos humanos. A desvantagem é a contribuição ao aparecimento de resistência, culminando com alto número de insucessos na prática clínica. Desta forma, o desenvolvimento de novos compostos candidatos a fármacos para o tratamento do melanoma canino torna-se uma necessidade urgente. O desenvolvimento de uma nova entidade química (NCE), denominado (TBAT01), como inibidor da enzima enoil-ACP redutase, do sistema biossintético de ácidos graxos (sistema FAS), são os agentes potencialmente antitumorais considerados no processo de desenvolvimento. A avaliação da citotoxicidade e da seletividade do TBAT01 será realizada no painel de células de Melanoma e melanócitos primários caninos. Para a determinação das doses de segurança utilizadas nos ensaios in vivo, os estudos toxicológicos serão realizados seguindo os critérios estabelecidos pela Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD). Após a determinação das doses de segurança, pelo nível de efeito adverso não observado (NOAEL), os efeitos terapêuticos in vivo serão avaliados em animais BALB/c nu/nu submetidos ao implante dorsal de células do melanoma canino (CMGD-2). Os efeitos antitumorais serão avaliados pelo conjunto de técnicas e análises, tais como, PET/CT-animal, medida do volume tumoral, tumor doubling time, tumor growth delay e a avaliação histológica dos tumores dorsais. Espera-se nesta etapa da proposta obter a prova de conceito (atividade antitumoral in vivo) do novo inibidor de enoil-ACP redutase a fim de viabilizar a segunda fase do projeto e possibilitar o estabelecimento de parcerias no processo de desenvolvimento. (AU)