Busca avançada
Ano de início
Entree

Papel do receptor ionotrópico de glutamato NMDA em células da imunidade inata e adaptativa da mucosa intestinal em modelo experimental murino

Processo: 18/10242-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Jean Pierre Schatzmann Peron
Beneficiário:Marília Garcia de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Receptores ionotrópicos de glutamato   Imunidade inata   Mucosa intestinal   Linfócitos T   Modelos animais

Resumo

A mucosa intestinal é responsável por abrigar grande parte dos linfócitos encontrados em todo corpo e que juntos com outras células do sistema imune presentes, principalmente na região da lâmina própria, desempenham funções importantes na tolerância local à microrganismos da microbiota e à antígenos alimentares. Além da mucosa, os intestinos delgado e grosso também apresentam a camada submucosa, a camada muscular e a membrana serosa. Estão presentes na camada submucosa e na camada muscular plexos entéricos ganglionares formados por redes de interconexão entre neurônios do sistema nervoso entérico. Estes neurônios secretam diversos neurotransmissores inibitórios e excitatórios, incluindo o glutamato, e suas inervações atingem a lâmina própria. Recentemente, foi descoberto que diversas células do sistema imune, incluindo células imunes inatas e adaptativas, apresentam receptores para neurotransmissores, até mesmo o receptor ionotrópico de glutamato NMDAR. É sabido que o glutamato exerce suas funções através da ligação aos seus receptores que são expressos por diversas células em diferentes órgãos, não somente os neurônios do sistema nervoso central. Desta forma, o presente estudo pretende avaliar se a deficiência do NMDAR especificamente em linfócitos T±² é capaz de promover alterações na barreira da mucosa intestinal, assim como alterar não somente o perfil de ativação destes linfócitos como de todas as outras populações celulares presentes na lâmina própria, haja vista suas interrelações. Isto poderia implicar no desequilíbrio da tolerância local à microbiota e em uma maior susceptibilidade às doenças inflamatórias intestinais, como as Colites, sejam essas autoimunes ou infecciosas. Nossos resultados preliminares já demonstram alteração na frequência de linfócitos TCD8+ e de macrófagos nos linfonodos mesentéricos de camundongos CD4crexGrin1flox evidenciando a relevância dos estudos a serem conduzidos. (AU)