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Estudo do perfil de resistência, virulência e epidemiológico de Escherichia coli isoladas do meio ambiente

Processo: 18/01890-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Eliana Guedes Stehling
Beneficiário:João Pedro Rueda Furlan
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Resistência   Tipagem de sequências multilocus   Microbiologia ambiental   Resistência a medicamentos   Anti-infecciosos   Virulência   Escherichia coli   Tipagem molecular

Resumo

A resistência bacteriana é um problema frequente no ambiente hospitalar. O aumento da resistência entre os membros da família Enterobacteriaceae tem resultado no aparecimento de espécies multirresistentes, as quais representam um importante problema de saúde pública. Dentre as enterobactérias mais comumente relatadas em infecções hospitalares está a Escherichia coli, a qual pertence a microbiota comensal e pode atuar como patógeno oportunista, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Diferentes classes de antimicrobianos podem ser utilizados no tratamento de infecções causadas por esse patógeno, e dentre eles, as classes dos ²-lactâmicos, quinolonas e fluorquinolonas, tetraciclinas, aminoglicosídeos, inibidores da via de folato, fenicóis e polimixinas. Diversos fatores de virulência estão correlacionados à patogenicidade dessa bactéria, entre eles, as toxinas e hemolisinas. O objetivo do presente projeto de pesquisa é caracterizar 100 isolados de Escherichia coli obtidos do meio ambiente quanto à resistência aos antimicrobianos, virulência, relação clonal e epidemiológica. Dentre os 100 isolados obtidos, 64 isolados foram classificados como multidrug-resistant (MDR), apresentando não suscetibilidade principalmente para ampicilina (89%), estreptomicina (75%), cefazolina e cefuroxima (67%), sulfametoxazol + trimetoprima, sulfonamida e trimetoprima (52%). Sete isolados já foram caracterizados quanto ao genes de resistência, tipagem plasmidial e virulência. Os genes de resistência blaCMY, blaOXA-1-like, blaSHV, tetA, tetB foram detectados em todos os isolados, seguido dos genes sul1 (4), sul2 (3), aadA (3), sul2, aac(62)-Ib (2) e floR (1). De acordo com a tipagem plasmidial, IncF, IncY e ColE-like foram detectados em todos os isolados, seguido dos IncFIB (6), IncFIA (1), IncFIC (1), IncHI1 (1) e IncN (1). A pesquisa dos genes de virulência demonstrou que o gene ipaH foi o mais prevalente, sendo detectado em quatro isolados, seguido do gene stx2 (n=1). Assim, esses isolados foram classificados em dois diferentes patotipos, sendo EIEC e STEC, respectivamente. Dois isolados não apresentaram nenhum dos genes de virulência pesquisados. A análise do MLST foi realizada em seis, dos sete isolados previamente caracterizados, sendo detectados seis diferentes STs (ST10/CC10, ST942, ST1684, ST2600, ST6658 e ST8067). Dois isolados provenientes de solo foram caracterizados pelo sequenciamento do genoma completo, as quais apresentaram diversos genes de resistência, virulência e plasmídeos. (AU)