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Extensão da teoria da maré de fluência newtoniana ao caso espacial

Processo: 19/11276-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astronomia de Posição e Mecânica Celeste
Pesquisador responsável:Sylvio Ferraz de Mello
Beneficiário:Hugo Alberto Folonier
Supervisor no Exterior: Gwenael Boue
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Observatoire de Paris, França  
Vinculado à bolsa:16/20189-9 - Evolução dinâmica devida a maré em exoplanetas e satélites diferenciados, BP.PD
Assunto(s):Mecânica celeste   Satélites   Sincronização

Resumo

Este projeto tem como finalidade estender a teoria da maré de fluência ao problema espacial, ou seja, quando o eixo de rotação do corpo deformado pela ação da maré não é perpendicular ao plano orbital. A teoria de maré de fluência Newtoniana (ou creep tide theory), desenvolvida no IAG-USP, é uma nova teoria da maré reofísica que leva em conta a natureza (viscosidade) dos objetos (Ferraz-Mello, 2013; 2015). Recentemente, essa teoria foi reformulada por Folonier et al. (2018), simplificando o formalismo matemático da abordagem original, e estendendo-se ao caso de corpos diferenciados (Folonier e Ferraz-Mello, em preparação). Os resultados obtidos para Encélado e Mimas mostraram que a nova abordagem à fluência resultou em uma maneira muito eficaz de reproduzir os dados observacionais de alta qualidade disponíveis obtidos pela missão CASSINI. No entanto, devido ao estado atual da teoria, sua aplicação é reduzida apenas ao estudo de problemas onde o eixo de rotação resulta perpendicular ao plano da órbita. Neste trabalho, pretendemos introduzir melhorias no desenvolvimento da teoria e estendê-la aos vários sistemas planeta-estrela e planeta-satélite, cuja evolução dinâmica pode ser diretamente afetada pela inclinação dos eixos rotacionais dos corpos em relação à o plano de movimento orbital relativo.