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O Left Book Club e seus associados: circulação transnacional das ideias socialistas em rede atlântica (1935-1947)

Processo: 19/04659-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Tania Regina de Luca
Beneficiário:Matheus Cardoso da Silva
Supervisor no Exterior: Leslie James
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Local de pesquisa : Queen Mary University of London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:17/13528-4 - O Left Book Club e seus associados: circulação transnacional das ideias socialistas em rede atlântica (1935-1948), BP.PD

Resumo

Esse projeto pretende considerar as relações do Left Book Club (LBC), o primeiro clube do livro da era moderna na Grã-Bretanha, com os temas do imperialismo e do colonialismo, tendo em vista sua atuação transnacional entre 1935 e 1948, período de seu funcionamento. O clube fundou mais de 1500 seções espalhadas por diversas cidades britânicas e outras 15 ao redor do globo. Entendemos que a atuação transnacional do LBC favoreceu a criação de um circuito internacional de circulação de ideias em uma via de mão-dupla: de Londres para as colônias, mas também destas para a metrópole, num processo que visa suplantar a noção de cópia e imitação em prol da noção de apropriação, ainda que se possa argumentar que o fluxo era mais intenso na primeira das direções citadas. Para dar conta dessa problemática, enfocaremos as relações do LBC com três seções internacionais: o The New Era Fellowship (fundado na África do Sul em 1937), o Current Affairs Group (fundado na Rodésia do Sul em 1938) e o Left Club in Jamaica (fundado na Jamaica em 1938). A partir das relações dessas três seções com Londres, pretendemos mapear uma rede de circulação de ideias criada entre o Caribe, a África e a Europa. Nesse circuito, destacaremos a circulação de intelectuais não-europeus nessas redes transnacionais, que atuaram como portadores de ideias anticoloniais, anti-imperiais, antirracistas e nacionalistas. Tais temas já eram debatidos em redes regionais, tanto no extremo sul do continente africano como na região do Caribe, de modo independente das relações com os europeus. Contudo, a atuação transnacional do Clube de Londres contribuiu para a circulação do que se produzia no interior dessas redes locais, o que colaborou para a expansão dos debates para outros contextos nacionais, em especial na região do Atlântico, então sob influência britânica.