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A força da mulher imperial através dás moedas

Processo: 19/06953-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Vagner Carvalheiro Porto
Beneficiário:Tais Pagoto Bélo
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Arqueologia clássica   Relações de gênero   Mulheres   Moedas   Liderança

Resumo

Este trabalho irá analisar a imagem pública das mulheres imperiais romanas através das moedas, ao longo da família Júlio-Claudiana, quando se estabeleceu o Principado sob o poder de Augusto (63 a.C. - 14 d.C.) até a morte de Nero (54 d.C. - 68 d.C.). Tem-se o intuito de ilustrar como, nesse período, mulheres de cinco gerações conseguiram melhorar sua visibilidade na vida pública, por meio de afazeres ligados à família imperial, que as levaram ao Patronato e consequentemente à autopropaganda, englobando a própria imagem em moedas, que era uma forma de se demonstrar poder.As mulheres dessa época eram restritas à vida privada e doméstica devido à existência da patria potesta, que era significante e marcava as relações de poder do pai dentro da família romana, classificando a mulher como desigual ao homem. A conquista das mulheres em ter seus nomes lembrados, através de estátuas, placas e moedas, era algo recente no final da República e início do Império, tendo sido estabelecida através do Patronato. A lembrança da pessoa, dessa forma, era algo importante e poderia repercutir por gerações na família.As moedas com representações das mulheres imperiais possibilitam não somente reconstruir cronologicamente a existência delas na história, mas também revelam que elas eram ativas na vida pública e tinham poder para obter a cunhagem de suas imagens. Nesse contexto, utilizando a moeda como fonte material, este trabalho terá como objetivo demonstrar em seu resultado a força pública que essas mulheres imperiais conquistaram, mesmo estando sob a potesta de seus pais, maridos e irmãos.