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A Água Antártica de Fundo e a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico com base em análise de observações e modelos numéricos

Processo: 19/07833-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Física
Pesquisador responsável:Edmo José Dias Campos
Beneficiário:Mathias Campos van Caspel
Supervisor no Exterior: Lavinia Patara
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Helmholtz Association, Alemanha  
Vinculado à bolsa:18/09823-3 - Estudo de impactos de mudanças na circulação do Atlântico Sul no clima com base em análise de observações e modelos numéricos, BP.PD
Assunto(s):Circulação oceânica   Mudança climática

Resumo

A Célula de Revolvimento Meridional (MOC) é um mecanismo crucial para o transporte e armazenamento de calor, água doce e carbono pelos oceanos e, portanto, tem grande impacto na variabilidade e mudanças climática. Alterações no regime da MOC foram relacionadas a variações no clima, incluindo mudanças abruptas causadas por enfraquecimento da MOC. A MOC do Atlântico (AMOC) é formada por duas células verticais. A célula inferior é menos estudada e é composta pelo fluxo para norte da Água Antártica de Fundo (AABW) e o fluxo para sul de águas localizadas logo acima. A AABW é uma massa de água fria e densa formada em algumas regiões do oceano Antártico. No Atlântico Sul, a AABW flui lentamente para o norte ao longo do talude da margem oeste do oceano formando a Corrente de Contorno Oeste Profunda (DWBC) preenchendo a Bacia da Argentina. A passagem d essa massa de água da Bacia Argentina para a Brasileira só acontece através de alguns canais que cortam os montes submarinos que dividem as duas bacias. O Canal de Vema é o mais importante para a passagem de AABW.Mudanças nas propriedades da AABW podem ter grande influência sobre variações no nivel do mar e no balanço global de calor e água doce. Apesar disso, pouco se sabe sobre a variabilidade inter-anual dessa massa de água no Atlântico Sul. Em janeiro de 2019, um correntógrafo e sensores de salinidade e temperatura foram fundeados no Canal de Vema, como parte do Projeto Temático SAMBAR. Quando disponíveis, essas medições serão utilizadas em conjunto com dados históricos para ampliar o conhecimento sobre transporte meridional de volume, calor e sal da AABW através do Canal de Vema. Em paralelo ao esforço observacional, a estrutura climatológica e a variabilidade da célula inferior AMOC será estudada com base na análise do resultados de simulações numéricas feitas no GEOMAR e dados históricos. As observações serão comparadas a uma série de simulações globais do oceano e gelo marinho realizadas com crescente resolução (sem resolver vórtices até alta resolução de vórtices) usando o modelo NEMO3.6 (Nucleus for European Modeling of the Ocean).

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
KERSALE, M.; MEINEN, C. S.; PEREZ, R. C.; LE HENAFF, M.; VALLA, D.; LAMONT, T.; SATO, O. T.; DONG, S.; TERRE, T.; VAN CASPEL, M.; CHIDICHIMO, M. P.; VAN DEN BERG, M.; SPEICH, S.; PIOLA, A. R.; CAMPOS, E. J. D.; ANSORGE, I; VOLKOV, D. L.; LUMPKIN, R.; GARZOLI, S. L. Highly variable upper and abyssal overturning cells in the South Atlantic. SCIENCE ADVANCES, v. 6, n. 32 AUG 2020. Citações Web of Science: 0.

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