Busca avançada
Ano de início
Entree

Aplicação da fotorreação de TiO2 em células de câncer de bexiga

Processo: 19/12318-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Ricardo Carneiro Borra
Beneficiário:Lida Dubraska Manrique Pérez
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07296-2 - CDMF - Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais, AP.CEPID
Assunto(s):Neoplasias da bexiga   Imunoterapia   Fototerapia   Terapia fotodinâmica   Nanopartículas   Dióxido de titânio

Resumo

O tratamento clínico do câncer de bexiga incipiente continua sendo baseado na estimulação de resposta imunológica ao BCG. No entanto, em alguns casos este tratamento não funciona ou induz efeitos colaterais que diminuem a sua adesão. Neste sentido, o surgimento da nanotecnologia, em função da alta reatividade química dos materiais nanométricos, abriu possibilidades para o desenvolvimento de novas formas de terapia antitumoral. O TiO2, pela produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), é capaz de ativar os mecanismos de apoptose das células neoplásicas em resposta ao estresse oxidativo. Além disso, já foi demonstrado que a produção de ROS, dependendo da sua concentração, atua seletivamente sobre células neoplásicas na medida em que os tecidos normais apresentam mecanismos de defesa contra o estresse oxidativo preservados. Devido ao seu band gap superior a 3,0 eV, a NP de dióxido de titânio puro se comporta como um semicondutor e pode gerar diversas espécies de ROS quando iluminado com radiação ultravioleta, mas é incapaz de interagir com a radiação visível. Essa limitação pode ser contornada adicionando grupos cromóforos à superfície das NPs de TiO2. Recentemente, nosso grupo conseguiu recobrir com grupos peróxido as NPs, formando o Ti(OH)4. A presença desses grupos peróxidos covalentemente ligados à superfície da NP desloca o valor do band gap para valores em torno de 2,3 eV. Esta característica dá à NP de Ti(OH)4 a capacidade de absorver a luz visível e gerar quantidades de ROS superiores ao TiO2 comum, potencializando as atividades citotóxicas e antitumorais. A possibilidade de ativação fotodinâmica de NP de Ti(OH)4 com luz visível poderia ter um impacto positivo principalmente no tratamento das neoplasias malignas de origem epiteliais que acometem os tecidos de revestimento com acesso externo (via tópica), como é o caso dos cânceres de bexiga. Frente a estas considerações, propomos avaliar as propriedade antitumorais de NP de Ti(OH)4 sobre linhagens de neoplasias de bexiga em comparação com células controle, modificando tempo de exposição, concentração e dose/reforço. Afim de analisar os fatores relacionados com os efeitos citotóxicos e a segurança terapêutica.