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Identidade e licenciamento de elipses à luz das construções com 'quem nunca?' do português brasileiro

Processo: 18/25820-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2023
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Ruth Elisabeth Vasconcellos Lopes
Beneficiário:Tarcisio Antonio Dias
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Sintaxe   Gramática gerativa   Português do Brasil   Elipse

Resumo

A pesquisa apresentada no projeto intitulado "Identidade e licenciamento de elipses à luz das construções com 'Quem nunca?' do português brasileiro" propõe-se a investigar fenômenos de elipse à luz de construções do português brasileiro com a expressão 'Quem nunca?' em um contexto tal que um indivíduo X faz uma declaração (e.g. 'A Maria ficou muito bêbada na festa da Paula') e um indivíduo Y a comenta (e.g. 'Quem nunca?). Estamos assumindo os pressupostos teórico-metodológicos da Teoria Gerativa em sua versão minimalista tal como delineada em Chomsky (1995, 2000, 2001). O objetivo inicial é mostrar evidências de que construções com 'Quem nunca?' são melhor caracterizadas como contendo material sintaticamente derivado (possivelmente um TP) não expresso fonologicamente. Feito isso, apontaremos problemas que os dados sob investigação parecem levantar frente a teorias formais de elipse. Com relação às condições de identidade das elipses, as construções com 'Quem nunca?' parecem não respeitar a condição baseada em 'e-GIVENness' proposta em Merchant (2001), na medida em que o sítio de elisão não precisa acarretar o seu antecedente. Já com relação às condições de licenciamento, a sua caracterização como um tipo de 'sluicing' -- em que um núcleo C nulo tem como alvo de apagamento o seu complemento TP -- torna um mistério a presença do advérbio 'nunca', inesperado por estar contido no provável sítio de elisão TP, o que também oferece um desafio à proposta de que elipses sejam assimiladas a domínios de fase.