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Desenvolvimento de barreiras poliméricas para aumentar a eficácia estética e reduzir a toxidade do clareamento dental de consultório

Processo: 19/10386-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Pesquisador responsável:Carlos Alberto de Souza Costa
Beneficiário:Michelle Lobato de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Citotoxicidade   Clareamento de dente   Odontoblastos

Resumo

Tem sido demonstrado que a aceleração da taxa de decomposição do peróxido de hidrogênio (H2O2) em outros radicais livres aumenta a eficácia clareadora do produto, minimizando sua difusão pela estrutura dental. Contudo, os efeitos citotóxicos causados pelo clareamento ainda são diretamente proporcionais à concentração de H2O2 capaz de se difundir pela dentina. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é desenvolver duas formulações poliméricas para atuarem como barreiras protetoras e catalisadoras de H2O2 e assim inibir a difusão transdentinária de H2O2. Para isso, duas formulações serão testadas: (1) Primer polimérico (PR) - película que será preparada partir do polímero hidroxypropyl methylcellulose (HPMC) contendo a enzima horseadish peroxidase (HRP) como agente catalisador; e (2) Fita protetora polimérica (FP) a partir de uma solução de policaprolactona (PCL), para atuar como barreira física à difusão de H2O2. Para as análises in vitro, discos de esmalte e dentina obtidos de incisivos bovinos, serão padronizados à uma espessura de 2,3 mm e 5,6 mm de diâmetro e submetidos a um protocolo de manchamento intrínseco. Os grupos serão divididos da seguinte maneira: G1- Sem tratamento (controle negativo); G2- 35% H2O2 (controle positivo); G3- FP; G4- PR; G5- FP + 35% H2O2; G6- PR + 35% H2O2; G7- FP +PR+ 35% H2O2. A análise da variação total da cor será realizada 24 horas antes e após o clareamento o por meio de um espectrofotômetro de reflexão-UV (sistema CIE L*a*b*). Para avaliação da citotoxicidade trans-amelodentinária o gel com 35% de H2O2 será ou não associado às formulações poliméricas, os discos serão adaptados em câmaras pulpares artificiais (CPAs), as quais, serão posicionadas em placas de 24 compartimentos contendo 1 mL de meio de cultura (DMEM). Após o clareamento, uma alíquota dos extratos (DMEM + H2O2 difundido através do esmalte e dentina) será aplicado por 1h sobre células odontoblastóides MDPC-23. Em seguida, a viabilidade (ensaio de MTT) e o estresse oxidativo (sonda H2DCFDA) celular serão avaliados. A quantificação do total de H2O2 capaz de se difundir pelos discos de esmalte e dentina (ensaio violeta leuco-cristal/peroxidase) será realizada. Os dados obtidos serão submetidos à análise estatística específica.