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Modelando a diversidade funcional e a resiliência da florestal amazônica as mudanças climáticas além dos estoques de carbono

Processo: 19/04223-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:David Montenegro Lapola
Beneficiário:Bianca Fazio Rius
Instituição-sede: Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/02537-7 - AmazonFACE/ME: projeto de integração Modelagem-Experimento do Amazon-FACE - o papel da biodiversidade e feedbacks climáticos, AP.PFPMCG.JP
Assunto(s):Ecologia funcional

Resumo

As incertezas em relação à resiliência das florestas da bacia amazônica às mudançasclimáticas são de importância primordial em um mundo em rápida mudança, já queesses ecossistemas fornecem uma quantidade considerável de bens e serviços para ahumanidade. Nesse sentido, esta proposta pretende investigar a resiliência destasflorestas às mudanças climáticas levando em conta a multifuncionalidade dosecossistemas e o papel da diversidade funcional em promovê-la (ou não). Para isso,desenvolveremos e aplicaremos o Modelo Global Dinâmico de Vegetação (DGVM)denominado CAETÊ (Carbon and Ecosystem Functional Trait Evaluation Model), ummodelo trait-based que procura representar a diversidade funcional de plantas de formamais fidedigna através do uso de valores empíricos (que são variantes no espaço e notempo) para os atributos funcionais. Essa abordagem nos permite investigar questõesrelacionadas à diversidade funcional que antes eram impossíveis de serem realizadasdevido à abordagem utilizada pela maioria dos DGVMs que caracteriza a vegetaçãoatravés de tipos funcionais de planta (PFT). Nesta abordagem os atributos funcionaissão fixos no espaço e no tempo, o que além de impedir estudos acerca da diversidadefuncional pode levar à subestimação da resiliência dos ecossistemas. Seis atributosfuncionais compõem o foco da presente proposta: área foliar específica, densidadeespecífica da madeira, altura da planta adulta, conteúdo de nitrogênio e fósforo nasfolhas e g1 (sensibilidade da condutância estomática à taxa de assimilação de CO 2 ).Como objetivos específicos pretendemos responder: (i) Quão consistente é a abordagemutilizada pelo CAETÊ em representar as diferentes facetas da diversidade funcional(identidade funcional, riqueza, divergência, equidade e redundância) quandocomparadas a medidas empíricas?; (ii) Como as diferentes facetas da diversidadefuncional estão relacionadas ao funcionamento do ecossistema considerando osseguintes processos: produtividade primária líquida, estoque de carbono na vegetação eevapotranspiração?; (iii) Quais são os impactos das mudanças climáticas nas diferentesfacetas da diversidade funcional? e (iv) Quão resilientes em termos de resistência erecuperação de seus processos ecossistêmicos (citados na questão ii) são as florestasamazônicas às mudanças climáticas e qual é o papel da diversidade funcional? Paraentender os impactos das mudanças climáticas, usaremos três níveis (de baixa a altaseveridade) de perturbação em três variáveis climáticas (temperatura, precipitação econcentração de CO 2 ). Esperamos que nossa abordagem melhore a representação dadiversidade funcional em modelos, permitindo um avanço na compreensão do papel damesma na determinação da funcionalidade e resiliência dos ecossistemas. Esse avanço éde suma importância diante das mudanças climáticas esperadas que, juntamente com asmudanças no uso da terra, certamente levarão a uma perda na biodiversidade (incluindoperda de diversidade funcional). Nesse sentido, preencher essas lacunas deconhecimento poderia, em última análise, levar a melhores estratégias de manejo econservação da biodiversidade.