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Efeito de células-tronco mesenquimais do ligamento periodontal com alto e baixo potencial osteogênico no reparo ósseo

Processo: 19/10076-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Márcio Mateus Beloti
Beneficiário:Letícia Faustino Adolpho
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/12622-7 - Terapia celular: potencial de células-tronco mesenquimais, VEGF-A e BMP-9 para regenerar tecido ósseo, AP.TEM
Assunto(s):Medicina regenerativa   Regeneração óssea   Implantodontia   Osso e ossos   Células-tronco mesenquimais   Terapia baseada em transplante de células e tecidos

Resumo

A terapia com células-tronco é uma das estratégias utilizadas em medicina regenerativa e que pode ser aplicada na regeneração óssea. Células-tronco mesenquimais (CTMs) podem ser isoladas de diversos tecidos do organismo, como medula óssea, tecido adiposo, cordão umbilical, músculo e ligamento periodontal. Nosso grupo de pesquisa tem avaliado estratégias para promover a regeneração óssea em modelo de defeitos criados em calvária de ratos e em estudo recente, demonstramos que a injeção local de células se mostrou mais efetiva comparado ao uso de biomaterial isolado ou em combinação com a terapia celular. Apesar da eficácia das CTMs da medula óssea, sua obtenção se dá por um procedimento invasivo, levando à busca por novas fontes de células. Considerando que a coleta do ligamento periodontal de dentes extraídos é um procedimento simples, este tecido pode ser uma fonte de CTMs, por se tratar de um tecido rico em células, dentre as quais, estão presentes as CTMs. Estudos in vitro e in vivo demonstraram que essas células têm capacidade de diferenciação osteoblástica e de formar matriz óssea. Além disso, foi observado que CTMs de ligamento periodontal podem apresentar diferentes potenciais osteogênicos, sendo que as com alto potencial exibem expressão precoce de Runx2. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é avaliar a capacidade de CTMs do ligamento periodontal com alto e baixo potencial osteogênico, além de ambas as populações de células misturadas, para reparar o tecido ósseo, após injeção local em defeitos criados em calvária de ratos. As células serão obtidas do ligamento periodontal de terceiros molares inclusos extraídos, caracterizadas in vitro quanto à capacidade de proliferação e diferenciação osteoblástica e classificadas como CTMs com alto ou baixo potencial osteogênico. Em seguida, defeitos unilaterais, com 5 mm de diâmetro, serão criados em calvária de ratos da linhagem Wistar e duas semanas após a criação dos defeitos, células com alto e baixo potencial osteogênico e uma mistura dessas células (1:1) serão injetadas diretamente no defeito ósseo (5x106 células/defeito). Quatro semanas após a injeção, serão avaliadas: a formação óssea por análise histológica e microtomografia e a expressão gênica de Runx2, fosfatase alcalina, sialoproteína óssea, osteocalcina, osteoprotegerina, Rankl e Rank, por PCR em tempo real. Os dados quantitativos serão submetidos ao teste de aderência à curva normal para determinar o teste estatístico adequado e nível de significância será de 5%. (AU)