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Investigação das alterações genéticas dos ependimomas da infância utilizando a estratégia de sequenciamento de nova geração

Processo: 19/12074-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Silvia Regina Caminada de Toledo
Beneficiário:Débora Cabral de Carvalho Corrêa
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia pediátrica   Sequenciamento de nova geração   Ependimoma

Resumo

Os tumores de sistema nervoso central (SNC) representam os tumores sólidos mais comuns da infância e adolescência e o ependimoma (EPN) é o terceiro grupo de tumor cerebral mais frequente em crianças. A criação de um painel genético para os EPN a partir do sequenciamento de nova geração permite uma caracterização molecular mais acurada dos subgrupos desse tipo tumoral, uma vez que essa plataforma permite avaliar todas as classes de alvos relevantes, como mutações pontuais, inserções ou deleções e até mesmo fusões gênicas. Fusões gênicas que envolvem os genes NTRK conferem um potencial oncogênico à célula. Devido à sua atividade oncogênica, as fusões de NTRK têm sido investigadas como alvos terapêuticos e detectadas em diversos tumores pediátricos. Ainda, epigenomas aberrantes definem muitos tumores de SNC em crianças, como demonstrado por mudanças nos padrões de metilação do DNA, marcas de histonas e ruptura na estrutura da cromatina. Estudos recentes revelaram um padrão epigenético dos EPN com ênfase particular nas modificações das histonas e identificaram uma diminuição na H3K27me3, permitindo uma distinção entre as subclasses dos EPN. Assim, as modificações genéticas e epigenéticas são fundamentais na compreensão da biologia e no processo de tumorigênese dos EPN. A utilização de um painel genético desenvolvido somente para tumores da infância e adolescência, a partir da plataforma de sequenciamento de nova geração, permite o estabelecimento de uma distinção molecular dos subgrupos de EPN, sendo possível determinar possíveis alvos terapêuticos para esses tumores.