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História e memória do colonialismo e da escravidão em museus: instituições, agentes e práticas em torno de temas sensíveis

Processo: 19/10036-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 08 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Maria Cristina Cortez Wissenbach
Beneficiário:David William Aparecido Ribeiro
Supervisor no Exterior: Jacky Maniacky
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Musée royal de l’Afrique centrale (MRAC), Bélgica  
Vinculado à bolsa:17/19781-3 - Patrimônio, memória e narrativas da história afro-brasileira e indígena: relações entre políticas culturais e produção do conhecimento no Brasil contemporâneo, BP.DR
Assunto(s):Memória   Museologia   Estudos interdisciplinares   Colonialismo   Escravidão

Resumo

O debate atual a respeito da repatriação de bens culturais pilhados no contexto do colonialismo europeu e que compõem o acervo de seus museus mais relevantes, vem ao encontro das problemáticas analisadas na pesquisa de doutorado em desenvolvimento, que trata da função desempenhada pela museologia e pelas políticas patrimoniais na sustentação de narrativas sobre povos africanos e ameríndios, levantando questões fundamentais sobre como essas instituições estão lidando com esse passado e propondo soluções para o enfrentamento de temas sensíveis. Símbolo marcante desse processo, o Museu Real da África Central (1898), que abriga uma das maiores coleções constituídas sob o signo da violência colonial belga, tem pautado importantes reflexões nesse sentido e sobre como requalificar a narrativa museológica. Fechado em 2013 para reformular-se, foi reaberto em 2018, atraindo grande atenção da comunidade museológica, interessada nas estratégias adotadas para construir uma narrativa crítica. Em um processo paralelo, novos museus têm sido organizados e fundados no início do século XXI com a proposta de discutir os legados coloniais e escravistas junto às sociedades em que se inserem. Um deles é o Museu Internacional da Escravidão, inaugurado em 2007 na zona portuária de Liverpool - local que teve papel relevante na rede que sustentou esse crime contra a Humanidade - e que desempenha uma função relevante na produção científica e na mobilização social. Por meio da análise da forma como estas instituições operam, identificando os agentes, as práticas e as redes que mobilizam, bem como as narrativas que buscam comunicar, este estágio de pesquisa visa a encontrar caminhos para o tratamento de temas históricos sensíveis no espaço público, fomentando uma discussão necessária para a superação das diversas heranças da escravidão e do colonialismo.