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Mecanismos e circuitos neurais envolvidos na interação entre inflamação periférica e simpatoexcitação na Hipertensão Renovascular

Processo: 19/11196-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Eduardo Colombari
Beneficiário:Pedro Lourenço Katayama
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/23467-7 - Fisiopatologia experimental: mecanismos centrais de controle cardiovascular e respiratório envolvidos em modelos experimentais de hipertensão e obesidade, AP.TEM
Assunto(s):Fisiologia cardiovascular   Citocinas   Hipertensão   Sistema nervoso central   Inflamação

Resumo

Evidências recentes têm demonstrado que a Hipertensão Renovascular é caracterizada não somente por um aumento da atividade simpática e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, mas, também, por um processo inflamatório periférico com aumento nos níveis circulantes de citocinas pró-inflamatórias. Embora as abordagens terapêuticas convencionais para a hipertensão arterial sejam voltadas para uma redução da atividade simpática e/ou do sistema renina-angiotensina-aldosterona, pouco se sabe sobre os efeitos de abordagens anti-inflamatórias no manejo da pressão arterial. Estudos sugeriram que citocinas pró-inflamatórias circulantes podem atuar em áreas do sistema nervoso central que não possuem barreira hematoencefálica (órgãos circunventriculares) para ativar vias simpatoexcitatórias resultando em elevação da Pressão Arterial (PA). Ademais, evidências sugerem que as citocinas pró-inflamatórias circulantes poderiam estimular os corpúsculos carotídeos, estruturas importantes na regulação cardiorrespiratória e que apresentam uma atividade exacerbada na hipertensão arterial. No presente estudo, pretende-se investigar os mecanismos e circuitos neurais envolvidos na interação entre o processo inflamatório periférico e o sistema nervoso autônomo na fisiopatologia da Hipertensão Renovascular em ratos. A hipótese é que a inflamação periférica contribui para a ativação simpática e aumento da PA neste modelo de hipertensão. Esse efeito seria mediado por citocinas pró-inflamatórias circulantes que ativariam receptores localizados nos corpúsculos carotídeos, no Órgão Vasculoso da Lâmina Terminal (OVLT) e no órgão subfornical (SFO) estimulando vias centrais simpatoexcitatórias e resultando na elevação da PA. Para isso, serão utilizadas diversas abordagens como monitoramento da pressão arterial por telemetria, registros da atividade de múltiplos nervos simpáticos, optogenética, microinjeções de antagonistas de citocinas pró-inflamatórias em áreas periféricas e centrais envolvidas no controle autonômico cardiovascular, imunohistoquímica e hibridização in situ. Espera-se que os resultados do presente estudo possam proporcionar um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na interação entre o sistema imunológico e o sistema nervoso autônomo na fisiopatologia da Hipertensão Renovascular, contribuindo para a identificação de novos alvos terapêuticos no tratamento da doença. (AU)