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Avaliação dos mecanismos envolvidos nas interações celulares estáticas e em fluxo das células endoteliais progenitoras circulantes (Blood Outgrowth Endothelial Cells, BOECs) de pacientes portadores de neoplasias mieloproliferativas BCR-ABL1 negativas

Processo: 19/13839-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Margareth Castro Ozelo
Beneficiário:Lauanda Oliveira da Silva Monteiro
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/00984-3 - Doenças dos glóbulos vermelhos: fisiopatologia e novas abordagens terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Neoplasias da medula óssea   Policitemia vera   Hematologia   Comunicação celular   Células progenitoras endoteliais   Trombose   Adesão

Resumo

A policitemia vera (PV) é a síndrome mieloproliferativa mais comum, caracterizada pela formação de colônias eritróides in vitro independente de eritropoietina, e foi recentemente demonstrado estar associado na maioria dos casos, a uma mutação somática de ponto no gene da tirosina quinase JAK2 (JAK2 V617F). A eritrocitose é a manifestação clínica mais proeminente levando a sérias complicações, como eventos trombóticos, sendo frequente a ocorrências de trombose mesentérica e em sistema nervoso central. Recentemente, foi evidenciado que as hemáceas JAK2 V617F de pacientes com PV apresentam expressão aumentada da glicoproteína Lu/BCAM (Lutheran/basal cell-adhesion molecule), receptor para a laminina de cadeia 5± presente em células endoteliais, o que estaria envolvido no aumento da adesão celular nesses pacientes e ocorrências dos eventos trombóticos. Neste estudo, pretendemos avaliar as propriedades adesivas estáticas e em fluxo das hemáceas de pacientes com PV, às células endoteliais progenitoras circulantes (BOECs) isoladas desses pacientes, em comparação às células de indivíduos saudáveis. Ensaios de adesão semelhantes serão conduzidos com hemáceas de indivíduos saudáveis e BOECs de pacientes com PV. Serão avaliadas nesse estudo as proteínas de expressão envolvidas nessas interações celulares, assim como as possíveis vias de sinalização que participam desse fenômeno. Faremos uma correlação entre as manifestações clínicas, o genótipo para JAK2 e o tipo de adesividade in vitro observada.