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A estruturação autóctone do sentido perceptivo: dissonâncias entre Merleau-Ponty e Gurwitsch

Processo: 19/11870-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Fundamentos e Medidas da Psicologia
Pesquisador responsável:Danilo Saretta Verissimo
Beneficiário:Pedro Henrique Santos Decanini Marangoni
Supervisor no Exterior: Etienne Bimbenet
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Local de pesquisa : École Normale Supérieure, Paris (ENS), França  
Vinculado à bolsa:17/15348-3 - A participação da corporeidade nos processos perceptivos: contrapontos entre Gurwitsch e Merleau-Ponty, BP.DR
Assunto(s):História da psicologia   Maurice Merleau-Ponty   Percepção   Sentido

Resumo

O objetivo deste projeto de estágio e pesquisa no exterior é investigar o problema da autonomia do sentido perceptivo nas obras de Aron Gurwitsch e Maurice Merleau-Ponty. Trata-se, especificamente, de delimitar e analisar suas similaridades e dissonâncias interpretativas em torno do tema da auto-organização da experiência perceptiva. Para ambos os autores o sentido perceptivo é enraizado em sua manifestação fenomênica. A expressão significativa do campo percebido é espontânea e auto-organizada, independente, portanto, de fatores externos à sua própria configuração. A gênese desta ideia aponta para uma herança epistemológica comum aos dois filósofos, oriunda, principalmente, da psicologia da Gestalt e da fenomenologia de Husserl. Sob este pano de fundo teórico copresente aos pensadores, realçam-se também suas diferenças interpretativas, que se constituem tanto a partir da consideração dos aspectos funcionais da percepção, como o papel da corporeidade na seleção temática, quanto em quesitos metodológicos relacionados à compreensão e ao emprego do arcabouço conceitual gestaltista e fenomenológico. Estas discussões entrelaçam-se com a produção atual de conhecimento no campos da história e filosofia da psicologia, por vias de clarificação de conceitos psicológicos no interior de obras filosóficas, e na área das ciências cognitivas, na medida em que estes debates focalizam os processos psicológicos básicos em uma perspectiva não-reducionista que compreende a organização da experiência consciente pela descrição de suas estruturas vividas, tais como a temporalidade, a intencionalidade e o movimento.