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Emergências indígenas e autonomias territoriais na Pan-Amazônia: um panorama etnoterritorial

Processo: 18/22226-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Larissa Mies Bombardi
Beneficiário:Fábio Márcio Alkmin
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Geografia política   Geografia agrária   Indígenas   Autodeterminação dos povos   Território   Amazônia

Resumo

Identifica-se, desde o final da década de 1970, uma emergência étnica em grande parte dos países latino-americanos. Tal fenômeno - cultural, econômico e sobretudo político - favoreceu o (re)surgimento de diversas identidades indígenas que estavam até então subjugadas pela hegemonia da identidade nacional, diga-se de passagem, forjada a duras penas pelos Estados Nacionais ao longo do século XIX e boa parte do XX. Se nas décadas anteriores a essa emergência os atores indígenas tendiam a amparar suas demandas políticas na lógica da tutela e do indigenismo estatal, hoje seus discursos reivindicatórios questionam a lógica da representatividade e disputam espaços nos mais variados campos de poder. Entre as demandas dessas coletividades encontram-se termos como a autodeterminação, o pluralismo jurídico e a autogestão territorial, processos que tendem a convergir para a autonomia territorial como estratégia política de territorialização. Nesse sentido, percebe-se que o debate autonomista vem paulatinamente se ampliando entre os movimentos indígenas latino-americanos, não só no plano teórico, mas também como forma concreta de organização socioterritorial. Em face ao avanço contínuo das frentes de expansão e de megaprojetos de infraestrutura, somado ao fracasso dos paradigmas indigenistas estatais no atual contexto neoliberal, organizações indígenas na Pan-Amazônia começam também a se articular e adotar a autonomia como estratégia política para a defesa de seus territórios e identidades. A pesquisa busca compreender este fenômeno extremamente contemporâneo pela ótica da Geografia, colaborando assim ao esforço teórico de outros campos do conhecimento atualmente implicados nessa importante questão, como a Antropologia, a História e a Ciência Política. (AU)