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Construção social do mercado de armas de fogo de uso permitido no Brasil: estudo empírico de um mercado contestado

Processo: 19/08738-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Maria Chaves Jardim
Beneficiário:Mateus Tobias Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/24570-7 - Dispositivos de mercado: o caso do mercado de armas de fogo de uso permitido no Brasil, BE.EP.MS
Assunto(s):Sociologia econômica

Resumo

Através da perspectiva da Sociologia Econômica, levando em consideração o enunciado de que os mercados são construções sociais, (SWEDBERG, 2004; BOURDIEU, 2000; ABRAMOVAY, 2004; JARDIM, 2012) o presente projeto pretende analisar o mercado de armas de fogo de uso permitido no Brasil, considerando que se trata de um mercado contestado, ou seja, um mercado no qual sua lógica penetra em áreas consideradas sensíveis como a privacidade das pessoas, sua integridade, saúde, ou a capacidade de manutenção da ordem pública (STEINER e TRESPEUCH, 2014). Olharemos assim para as contestações havidas no entorno da existência desse mercado e seu fluxo e contrafluxo pelo eixo da legalização irrestrita, legalização regulamentada e banimento, apreendendo os dispositivos que definem as possibilidades do mercado. Faremos ainda a análise das populações vulneráveis que são afetadas tanto pelo crescimento quanto pelo declínio do mercado em questão e que emprestam contornos aos dispositivos citados. A fundamentação teórica é na sociologia econômica, em especial na contribuição Phillipe Steiner e Marie Trespeuch no que se refere aos mercados contestados, importante destacar também a importância do conceito de dispositivo conforme trabalhado por Foucault (1994) e outros sociólogos que de diferentes maneiras utilizam o conceito em seus trabalhos (CALLON, MILLO E MUNIESA 2007, KARPIK 2010).