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Avaliação in vivo da migração sistêmica de íons bismuto e silício presentes em cimentos reparadores em contato com tecido conjuntivo

Processo: 19/04614-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marina Angélica Marciano da Silva
Beneficiário:Lauter Eston Pelepenko Teixeira
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Ratos   Bismuto   Cimento de silicato

Resumo

Cimentos reparadores como o MTA são amplamente utilizados na Endodontia em procedimentos que incluem o selamento de perfurações, capeamento pulpar, cirurgias apicais e apicificações. A composição de tais cimentos inclui a presença de óxido de bismuto, como agente radiopacificador. Os íons de bismuto são muito reativos e interagem quimicamente com estruturas dentais, resultando na deposição de um precipitado preto que causa descoloração dental. Estudos recentes demonstram que há uma migração de íons destes materiais para os tecidos adjacentes. A hipótese a ser testada é que íons de bismuto migrem somente quando combinados com íons de silício. O objetivo desse estudo é avaliar a migração de íons bismuto sistemicamente, provenientes de aplicação local em tecido conjuntivo subcutâneo, do cimento comercialmente disponível ProRoot MTA considerando os fluidos: sangue e líquido cérvico-espinhal; e, também, o seu acúmulo em órgãos: cérebro, fígado e rins. Serão utilizados 34 ratos Wistar machos, com 9 semanas de idade, para avaliação do cimento ProRoot MTA (n=10) contendo bismuto e silício (TCS-BiO); comparado com cimento silicato tricálcio (n=10) sem bismuto e contendo silício (TCS); e com hidroxiapatita com 20% de óxido de bismuto contendo bismuto e sem silício (HAp-BiO). Duas amostras de cada cimento (2x4 mm) serão implantadas no tecido subcutâneo, sendo que cada animal receberá dois implantes do mesmo material. Como controle negativo (n=4), os animais não receberão nenhum tipo de implante. Após o período de 30 dias, metade dos animais (n=17) serão sacrificados e após 180 dias os demais (n=17). Após a eutanásia, serão coletados o volume total de sangue, fluido cérvico-espinhal e os órgãos: cérebro, fígado e rins; para análise em espectrometria de absorção atômica para detecção da presença dos íons bismuto e silício. Os resultados serão submetidos a análise estatística apropriada com nível de significância de 5%.