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Microambiente do Adenocarcinoma de Próstata: efeito in vivo e in vitro do tempol sobre marcadores de inflamação, estresse oxidativo, proliferação e expressão de miRNAs

Processo: 18/21647-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Valéria Helena Alves Cagnon Quitete
Beneficiário:Isabela Maria Urra Rossetto
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Morfologia (anatomia)   Microambiente tumoral   Adenocarcinoma   Próstata   Inflamação   Estresse oxidativo   Superóxido dismutase   MicroRNAs   Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa quantitativa (qRT-PCR)   Western blotting   Imuno-histoquímica

Resumo

O Câncer de Próstata é a segunda maior causa de mortes por Câncer no mundo todo. No Brasil, é o segundo Câncer mais comum, atrás apenas do Câncer de Pele Não-Melanoma. Dentre os aspectos da patogênese do Câncer de Próstata, coloca-se a inflamação como eixo importante tanto para seu desenvolvimento quanto para sua progressão, levando ao repetido processo de dano e regeneração tecidual que cria um microambiente de desbalanço de fatores inflamatórios e acúmulo de radicais livres. O Tempol, um agente mimético da Superóxido Dismutase (SOD), vem se mostrando um tratamento coadjuvante promissor em diversos tipos de Câncer, com efeitos diretos sobre o processo inflamatório e o estresse oxidativo das células. No entanto, estudos avaliando suas ações na próstata são escassos e contraditórios. O objetivo do presente estudo é avaliar a ação do Tempol, in vitro e in vivo, sobre o microambiente do adenocarcinoma de próstata através da análise de parâmetros inflamatórios, estresse oxidativo, proliferação tecidual e expressão de miRNAs. In vitro, a resposta das linhagens celulares LnCaP e PC3 será analisada frente ao tratamento com o Tempol, considerando o aspecto de dependência e independência androgênica dessas células, respectivamente. In vivo, será verificada a resposta do lobo ventral da próstata do modelo TRAMP, transgênico de camundongo para adenocarcinoma de próstata, em dois estágios distintos de progressão da doença: 8-12 e 16-20 semanas, frente à dose de 50 mg/Kg de Tempol, durante quatro semanas de tratamento diário. Após o término dos tratamentos experimentais, todo o material será processado para análises morfológicas, de expressão gênica (RT-PCR quantitativo), Western Blotting, imuno-histoquímica e TUNEL. Além disso, com base nos genes-alvo desejados para as vias de inflamação e estresse oxidativo, pretende-se identificar bioinformaticamente possíveis miRNAs de interesse e verificar se os mesmos são possivelmente alterados com o tratamento, analisando o perfil de expressão desses pequenos marcadores nas linhagens tumorais PC3 e LnCaP, bem como no tecido prostático e no plasma sanguíneo do modelo TRAMP. (AU)