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Modulação do fenótipo neural de células-tronco de glioblastoma por miRNA extracelular de NSCs

Processo: 19/11097-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Marilene Hohmuth Lopes
Beneficiário:Maria Isabel Melo Escobar
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/15557-4 - Proteína prion e seus ligantes: potenciais alvos para terapia baseada em células-tronco de glioblastoma, AP.JP2
Assunto(s):Neurobiologia   MicroRNAs   Glioblastoma   Células-tronco   Integrinas

Resumo

O Glioblastoma Multiforme (GBM) é um tipo altamente agressivo e letal de tumor derivado de células da glia. Sua alta taxa de recorrência pode ser atribuída à sua resistência aos tratamentos convencionais e ao padrão de crescimento difuso. Estudos mostram que o GBM é mantido por uma subpopulação de células com características semelhantes às células-tronco, denominadas Células-Tronco de Glioblastoma (GSC). Os GSCs compartilham vários aspectos fenotípicos e funcionais com as células-tronco neurais, devido à tendência do câncer de replicar a ontogenia (Lathia et al., 2015). Essas células podem dar origem a células altamente proliferativas e células invasivas, contribuindo para a sobrevivência do tumor. Nosso grupo descreveu o papel da proteína Prion Cellular (PrPC) na biologia do NSC e GSCs, estando envolvida na modulação da proliferação e autorrenovação dessas células. O PrPC é uma proteína ancorada por GPI, capaz de atuar como uma proteína de suporte, formando complexos com múltiplas proteínas, como marcadores de stemness. Além disso, a perda de função do PrPC inibe a capacidade de auto-renovação, proliferação e iniciação tumoral dos GSCs. As NSCs exibem um tropismo inerente ao GBM (Aboody et al., 2000; Benedetti et al., 2000), reduzem fenótipos semelhantes a caules, induzem a diferenciação de GSCs (Zhang et al., 2014) e suprimem o crescimento tumoral in vivo (Staflin et al., 2009). Entender o controle de diferenciação de GSCs é importante para converter essas células em um estado mais maduro com capacidade proliferativa reduzida. Vesículas extracelulares (VEs) foram reconhecidas como mensageiros intercelulares implicados na transferência de moléculas distintas, incluindo o miRNA, para modificar o fenótipo da célula receptora. Assim, nós interrogamos o potencial miRNA de EVs derivados de NSCs direcionados a GSCs e estimulamos sua diferenciação. O perfil de miRNAs de EVs durante a diferenciação de NSCs foi caracterizado em nosso Projeto Jovem Pesquisador anterior (FAPESP nº 11 / 13906-2, dados não mostrados). Curiosamente, encontramos miRNA como alvo de PrPC e também proteínas relacionadas ao destino das células neurais (dados não mostrados) em EVs derivados de NSCs. EVs contendo miRNA podem representar uma estratégia adicional para modular a aquisição de fenótipos em GSCs. Assim, o objetivo principal deste trabalho é identificar o miRNA associado ao comprometimento neural dos GSCs. A diferenciação de GSCs pode ser uma estratégia relevante para limitar a capacidade tumorigênica, deslocando o destino das células para um estado maduro e, consequentemente, atenua a agressividade. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
IGLESIA, REBECA PIATNICZKA; DE LIMA FERNANDES, CAMILA FELIX; COELHO, BARBARA PARANHOS; PRADO, MARIANA BRANDAO; MELO ESCOBAR, MARIA ISABEL; DONA RODRIGUES ALMEIDA, GUSTAVO HENRIQUE; LOPES, MARILENE HOHMUTH. Heat Shock Proteins in Glioblastoma Biology: Where Do We Stand?. INTERNATIONAL JOURNAL OF MOLECULAR SCIENCES, v. 20, n. 22 NOV 2019. Citações Web of Science: 0.
DE LIMA FERNANDES, CAMILA FELIX; IGLESIA, REBECA PIATNICZKA; MELO-ESCOBAR, MARIA ISABEL; PRADO, MARIANA BRANDAO; LOPES, MARILENE HOHMUTH. Chaperones and Beyond as Key Players in Pluripotency Maintenance. FRONTIERS IN CELL AND DEVELOPMENTAL BIOLOGY, v. 7, AUG 2 2019. Citações Web of Science: 1.

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