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Através do limite: diferenciação, relação e práticas de cuidado em contextos críticos na fronteira amazônica: ênfase em sexualidade, gênero, ciclos de vida e etnia

Processo: 19/14753-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:José Miguel Nieto Olivar
Beneficiário:Natalia Farias Silva
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Etnografia   Vulnerabilidade social   Mulheres   Indígenas   Estudos de gênero   Violência contra a mulher   Violência de gênero   Amazônia

Resumo

Esse projeto tem por objetivo compreender as formas através das quais redes de pessoas em contextos críticos e em posições relativas de desvantagem social -particularmente femininas-, mobilizam atos e relações de cuidado e de gestão dos afetos, das diferenças e das materialidades. Tais práticas e relações têm como efeito criar, modificar ou impactar as condições gramaticais da sua existência. Em decorrência dos recortes teóricos e empíricos, o esforço de análise interseccional leva em consideração agenciamentos relacionais marcados por geração, gênero, práticas sexuais, procedência e mobilidade, trajetórias de violência, transações econômicas, lógicas de parentesco, religião e etnicidade, no marco dos processos de fronteirização amazônicos contemporâneos. Trata-se de uma pesquisa de base etnográfica, desdobramento de um processo de mais de 7 anos de pesquisa em duas cidades de fronteira internacional brasileira na Amazônia: Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira (AM). No caso da primeira, esse projeto está focado na compreensão de práticas de cuidado de jovens locais, especialmente "gays" e trans- vinculados a um terreiro de Umbanda através do qual são tecidos vínculos afetivos e redes de parentesco altamente significativas. No caso da segunda a ênfase está colocada nas formas através das quais mulheres indígenas lidam com e enfrentam formas estruturantes de violência, fazendo especial ênfase em dimensões que tem a ver com a sexualidade, o dinheiro, os conhecimentos tradicionais e a organização política.