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Ligantes de Dectina-1 como agentes imunoestimulantes em estratégia de vacinação contra a criptococose experimental

Processo: 19/09260-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Thiago Aparecido da Silva
Beneficiário:Letícia Serafim da Costa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Imunoterapia   Vacinação   Resposta imune   Adjuvantes   Criptococose   Cryptococcus gattii

Resumo

Os principais gêneros ou espécies de fungos com importância na saúde pública global referente às últimas décadas, são: Aspergillus, Candida, Cryptococcus, Pneumocystis jirovecii, e Histoplasma capsulatum. No caso do Cryptococcus gattii, apresenta importante relevância por acometer indivíduos imunocomprometidos e indivíduos saudáveis. Com isso, C. gattii possui processos adicionais para subverter a atuação de células da imunidade inata e adaptativa do hospedeiro como, por exemplo, ao bloquearem as respostas de perfil Th1 e Th17. A diversidade de PAMPs existentes na superfície de C. gattii é um importante componente que favorece a subversão da resposta imunitária do hospedeiro. Para contornar essa situação, há importantes estudos que demonstram a eficácia da estratégia de vacinação contra a criptococose, no entanto são necessários protocolos de imunização mais eficazes na eliminação de C. gattii. Assim, a proposta atual visa avaliar o efeito de agonistas de Dectina-1 como agentes imunoestimulantes em uma estratégia vacinal contra a infecção por C. gattii. A ativação celular via Dectina-1 contribui no desenvolvimento de uma resposta imune específica frente a vários patógenos, e os agonistas de Dectina-1 tem sido utilizado como adjuvantes em protocolo vacinal contra bactérias e vírus. Sendo assim, propusemos associar os agonistas (peptídeo ²-glucano e partículas ²-glucanos) de Dectina-1 com a forma leveduriforme inativada de C. gattii como uma estratégia de vacinação contra a criptococose experimental. Esse composto vacinal será administrado via intranasal em camundongos BALB/c em três períodos distintos com intervalo de uma semana. Após 7, 14 e 21 dias da última vacinação, o sangue, pulmão, cérebro e/ou baço serão coletados para análise do perfil de resposta imunitária do hospedeiro gerado pelo composto vacinal e também analisar o título sérico de anticorpos anti-GXM. Em seguida, essa estratégia imunoterapêutica será aplicada e os animais serão desafiados com C. gattii, após 21 dias de infecção a carga fúngica e o perfil da resposta imunológica do hospedeiro serão avaliados, além de outros fatores. Os dados gerados abrem perspectivas de gerar uma forma inovadora de imunizar o hospedeiro contra C. gattii através da expressão de antígeno de C. gattii conjugado ao agonista de Dectina-1, sendo um aperfeiçoamento do protocolo de imunização da atual proposta.