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Efeito da administração do Bifidobacterium longum, com ou sem o prebiótico inulina, na produção de AGCC e na imunorregulação do DM1 em modelo experimental

Processo: 19/13858-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Daniela Carlos Sartori
Beneficiário:Jhefferson Barbosa Guimarães
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/14815-0 - Estudo do perfil do microbioma intestinal e do potencial terapêutico de estratégias de intervenção na imunopatogenia do Diabetes tipo 1 e 2, AP.JP2
Assunto(s):Imunorregulação   Diabetes mellitus tipo 1   Probióticos   Prebióticos   Inulina   Bifidobacterium longum

Resumo

Diabetes melito tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela perda progressiva da autotolerância a antígenos das células ²-pancreáticas, o que leva à destruição seletiva destas células por linfócitos autor-reativos ativados como decorrência da inflamação nas ilhotas pancreáticas (insulite). A DM1 é uma das doenças crônicas mais comuns na infância e também tem sido diagnosticada cada vez mais em adultos Apesar da exata etiologia da doença permanecer desconhecida, já está claro que o seu desenvolvimento ocorre em indivíduos suscetíveis geneticamente, afetados por determinados fatores ambientais, os quais funcionam como gatilhos. Diversos estudos vêm demonstrando a relação da quebra da homeostasia intestinal com diversas doenças, como obesidade, asma, alergia, doenças inflamatórias intestinais, artrite reumatoide e DM 1 e 2. Isso demonstra a influência tanto local, quanto sistêmica do microambiente intestinal na fisiologia humana. Na DM1, há relatos na literatura que evidenciam a ocorrência de disbiose intestinal com diminuição de determinadas espécies bacterianas, como o Bifidobacterium adolescentis e Bifidobacterium pseudocatenulatum. Adicionalmente, outros estudos têm mostrado que as Bifidobacterium spp. podem exercer seus efeitos anti-diabéticos e imunomoduladores por diversos mecanismos, como modulação de peptídeos antimicrobianos, do metabolismo lipídico e produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). O efeito dos AGCC relaciona-se à manutenção da homeostasia intestinal e à imunorregulação, funcionando como fonte energética para as células epiteliais, aumentando a integridade da barreira intestinal, inibindo a expressão do NF-kB e a produção de TNF-± em macrófagos e células dendríticas e aumentando a geração e função de linfócitos T reguladores (Tregs). Sendo assim, iremos avaliar se a suplementação do prebiótico inulina, que possui um efeito bifidogênico, ou probiótico Bifidobacterium longum contribui para a proteção do DM 1, usando dois modelos experimentais (induzido por estreptozotocina (STZ) e geneticamente determinado em camundongos NOD). Além disso, pretendemos identificar se o efeito benéfico é mediado pela microbiota intestinal via produção de AGCC, bem como determinar os mecanismos imunológicos de regulação desencadeados na mucosa intestinal e no tecido pancreático, a fim de propor um potencial alvo terapêutico de prevenção ou tratamento. O diferencial dessa abordagem é o fato de visar um reestabelecimento da homeostasia local e sistêmica da saúde do indivíduo ao invés de apenas tentar contrabalancear os sintomas da doença. (AU)