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Sociedades cafeeiras na economia escravista de Saint-Domingue, 1775-1797

Processo: 19/11090-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Rafael de Bivar Marquese
Beneficiário:Juliana Cristina Zanezi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Indústria do café   Capitalismo   Historiografia   Sociedades   Escravidão   Café   Caribe

Resumo

O presente projeto de Iniciação Científica tem como propósito analisar a economia cafeeira escravista de Saint-Domingue por meio de um exame preliminar das sociedades empresariais firmadas entre pequenos investidores para a fundação e/ou exploração de fazendas de café. Diversos fatores colaboraram para o notável crescimento da produção de café nessa colônia francesa, responsável, às vésperas da Revolução de escravizados (1791), por mais de metade da oferta mundial do produto. Dentre eles, consta o fato de a atividade ter se mostrado aberta para proprietários com poucos escravizados. No entanto, as condições particulares em que se deu a participação desses pequenos investidores na montagem e reprodução da cafeicultura de Saint-Domingue, ou seja, as formas de financiamento da indústria cafeeira, ainda não foram examinadas pela historiografia. Este projeto tem por propósito central verificar alguns dos delineamentos desses padrões de investimento por meio do exame de contratos de sociedade firmados entre pequenos investidores do café entre meados da década de 1770 e o ano de 1797. Para tanto, o corpus documental será composto pelos contratos registrados em livros notariais correspondentes às paróquias - "quartiers" - da parte Norte e Oeste da ilha de Saint Domingue entre 1775-1797.Os documentos a serem examinadas nesta investigação foram coligidos pelo professor Rafael Marquese nos Archives Nationales d'Outre-Mer (Aix-en-Provence, França), em junho e julho de 2017, dentro de seu mencionado projeto sobre história global do café. Nesta ocasião, foram consultados os livros notariais das principais paróquias cafeeiras do norte de Saint-Domingue, tal como identificadas no famoso relato de Moreau de Saint Méry sobre o estado geral da colônia em 1789. A partir de um total de 45 livros notariais, o professor selecionou os registros relativos aos negócios do café, coletando por meio de reproduções fotográficas a presente base documental - cerca de 500 atos notariais - que fornece o ponto de partida deste trabalho. Pela transcrição, leitura e análise destas volumosas e profícuas fontes, pretendemos compreender o funcionamento intrincado da sociedade cafeeira e suas desventuras para obter investimentos e crédito.