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Fibropapilomatose em tartarugas-marinhas: seriam os parasitas Spirorchiidae (Trematoda: Digenea) possíveis vetores de Chelonid Alphaherpesvirus 5 (ChHV5)?

Processo: 19/11096-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Eliana Reiko Matushima
Beneficiário:Daniel Yudi Miyahara Nakamura
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças dos animais   Neoplasias   Fibropapilomatose   Trematoda   Análise molecular

Resumo

A fibropapilomatose (FP) é uma neoplasia reportada globalmente em tartarugas-marinhas, em especial em populações de tartarugas-verdes (Chelonia mydas). Embora a manifestação dos tumores seja multifatorial, há um consenso de que o agente etiológico da FP seja o Chelonid alphaherpesvirus 5 (ChHV5), cujo vetor mecânico ainda permanece desconhecido. A família Spirorchiidae pertence a um grupo de platelmintos trematódeos digenéticos, compreendendo 19 gêneros, dos quais 10 parasitam exclusivamente o sistema cardiovascular de tartarugas marinhas como seu hospedeiro final, sendo por isto apontados como causa de debilidade e mortalidade de um grande número de tartarugas-verdes, além de possíveis vetores de ChHV5. O presente estudo objetiva avaliar a possibilidade de Spirorchiidae ser o potencial vetor mecânico de ChHV5. Para isso, amostras de tecidos de tartarugas-verdes com e sem FP, bem como indivíduos adultos de Spirorchiidae, serão coletados em carcaças desses animais encontradas na região de Ubatuba. A partir desse material, pretende-se (I) verificar se tartarugas com presença de FP apresentam prevalência maior de espirorquídeos do que os sem FP; (II) detectar a presença de ChHV5 (mesmo em estado latente) em amostras de tecidos de C. mydas através da PCR utilizando os primers UL18, UL22, UL27, F-US3B e GTHV, e correlacionar com a presença de Spirorchiidae, que será detectada a partir dos primers para as regiões ITS2 e 28S do rDNA dos parasitas; e (III) realizar a análise molecular por PCR para detectar a presença do herpesvírus no DNA extraído diretamente de indivíduos adultos de espirorquídeos.