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Resposta imune e sinalização química na infecção por Citrobacter rodentium in vivo

Processo: 19/14833-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Cristiano Gallina Moreira
Beneficiário:Karine Melchior
Supervisor no Exterior: Manuela Raffatellu
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of California, San Diego (UC San Diego), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:18/22042-0 - Análise da sinalização química e virulência em Escherichia coli enterohemorrágica mediado por membros da microbiota, BP.MS
Assunto(s):Bacteriologia   Microbiota   Citrobacter rodentium

Resumo

Escherichia coli diarreogênica são patógenos naturais humanos que não possuem um modelo animal amplamente aceito na literatura, limitando seus estudos in vivo. Escherichia coli enterohemorrágica e enteropatogênica (EHEC e EPEC, respectivamente) são bactérias que possuem em seu genoma a Ilha de Patogenicidade Locus of Enterocyte Effacement (LEE), responsável por codificar genes de virulência. O sensor de histidina quinase QseC desempenha um papel importante na regulação desta ilha. O Citrobacter rodentium é um patógeno natural de muranos, que demonstra 67% de semelhanças de seus genes com esses patógenos humanos, incluindo o LEE. Como o EHEC mal infecta os modelos de roedores, C. rodentium é amplamente utilizado como um modelo de infecção animal para entender a base molecular dos mecanismos desenvolvidos, in vivo, por EHEC e EPEC. As moléculas associadas às células T restritas à classe I (CRTAM) são adesinas expressas em células T intra-epiteliais que contribuem para a retenção de células T na mucosa epitelial. Estudos recentes mostraram que camundongos do tipo selvagem (positivos para CRTAM) exibem respostas Th17 aumentadas durante a infecção com patógenos intestinais. A inflamação intestinal exacerbada permite que o agente patogênico se beneficie do ambiente intestinal e compense a microbiota a atingir níveis mais elevados. A proposta deste estudo enfocará na sinalização química através do sensor QseC e da resposta imunológica de células T durante a infecção in vivo com C. rodentium, e as conseqüentes alterações na microbiota intestinal. Os experimentos de infecção serão realizados em camundongos wild-type e Crtam - / -, com cepas selvagens e mutante qseC de C. rodentium. Esses resultados fornecerão uma melhor compreensão de como o sensor QseC impacta a inflamação intestinal em camundongos, e como essas diferenças na sinalização química entre bactérias e resposta do hospedeiro podem moldar a microbiota e o curso da doença.