Busca avançada
Ano de início
Entree

Diálogo entre a carolina maria de jesus com literatura afro-colombiana

Processo: 19/14730-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Direito
Pesquisador responsável:Fabiana Cristina Severi
Beneficiário:Rebeka Lima Cavalcante
Supervisor no Exterior: Rosembert Ariza Santamaria
Instituição-sede: Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidad Nacional de Colombia (UN), Colômbia  
Vinculado à bolsa:18/23386-5 - Segregação espacial urbana a partir da literatura caroliniana: como age um estado racializado?, BP.IC
Assunto(s):Cidadania

Resumo

O livro Quarto de despejo: diário de uma favelada escrito por Carolina Maria de Jesus, na década de 1950, a partir da sua vivência no Canindé - zona periférica da cidade de São Paulo. A presente obra traz a narrativa do cotidiano na favela. O Diário de Bitita refere a sua infância e adolescência em Sacramento, Minas Gerais. A obra ¡Negras somos! ¡Negras somos! Antología de 21 poetas afrocolombianas de la región Pacífica tras a narrativa de mulheres negras na realidade colombiana. O projeto de pesquisa tem por objetivo geral analisar o reconhecimento da narrativa do Quarto de despejo: diário de uma favela e Diário de Bitita como produção da diáspora africana a partir da aplicabilidade da noção de espaço na obra ¡Negras somos! A leitura das obras da Carolina Maria de Jesus evidencia a construção da noção de espaço através da raça. A contribuição da diáspora africana será utilizada como ferramenta de analítica a fim de compreender a produção literária da Carolina.As obras supramencionadas serão compreendidas, aqui, como denúncia. As autoras a partir de seu lugar social - mulher e negra - denuncia a constante violação de direitos que estão submetidas. O marco teórico da pesquisa será os estudos decoliniais. Priorizamos esta perspectiva epistemológica por dá centralidade ao conhecimento e saberes desenvolvidos por cidadanias subalternos.