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Investigação da função de ASXL1 mutante na progressão de neoplasias mieloproliferativas

Processo: 19/11747-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fabíola Traina
Beneficiário:Juan Luiz Coelho da Silva
Supervisor no Exterior: Ann Mullally
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Brigham and Women's Hospital (BWH), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/23191-4 - Investigação da participação de IRS2 na patogênese de neoplasias mieloproliferativas JAK2V617F utilizando modelos murinos, BP.DR
Assunto(s):Modelos animais   Neoplasias da medula óssea   Hematologia

Resumo

O modificador epigenético Additional-sex Combs like-1 (ASXL1) é frequentemente mutado e associado a prognóstico desfavorável em neoplasias mieloides, incluindo neoplasias mieloproliferativas (NMP). Mutações em ASXL1 são do tipo nonsense ou frameshift, localizadas no último éxon e tem como resultado uma proteína truncada em C-terminal. A transformação mieloide relacionada a mutações em ASXL1 ocorre através de modificações pós traducionais de histonas, e classifica as mutações como dominante negativa ou ganho de função. Na mielofibrose, as mutações em ASXL1 são frequentes e associadas a doença em estágio avançado, fibrose da medula óssea, osteoesclerose e defeitos na maturação megacariocítica. Nosso projeto está focado em decifrar o papel das mutações frameshift de ASXL1 na progressão das NMP, especificamente, com respeito a megacariopoiese e no processo de mielofibrose. Usando um modelo de camundongo Asxl1 knockin mutante, planejamos expressar ectopicamente JAK2V617F e CALRdel52bp através de retrovírus em células de medula óssea c-Kit enriquecidas em um modelo de transplante de medula óssea. Os camundongos serão acompanhados quanto à sobrevida, aspectos arquiteturais da medula óssea, baço, fígado e pulmões, hemograma e frequência e função dos progenitores hematopoiéticos, utilizando citometria de fluxo multiparamétrica e capacidade de autorrenovação e diferenciação (ensaios ex-vivo e funcionais). Avaliaremos as alterações moleculares causadas pela mutação em Asxl1 usando CHIP-seq em células-tronco e progenitoras hematopoiéticas e megacariócitos. Utilizando as linhagens celulares megacariocíticas SET-2 e CHRF-288-11, introduziremos mutações clinicamente relevantes ou o knockout de ASXL1 utilizando CRISPR/Cas9 e avaliaremos a diferenciação megacariocítica in vitro. Molecularmente, identificaremos as alterações epigenéticas distribuídas diferencialmente no genoma usando CHIP-Seq e o enriquecimento de conjuntos gênicos mediado pela mutação/knockout de ASXL1 através de RNA-seq.