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Taxonomia e sistemática de espécies da tribo Akodontini (Rodentia: Cricetidae) do Oeste do Brasil

Processo: 19/05374-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Alexandre Reis Percequillo
Beneficiário:Marcus Vinicius Brandão de Oliveira
Instituição-sede: Museu de Zoologia (MZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Filogenia   Biogeografia   Sistemática   Roedores   Sigmodontinae   Região Oeste   Brasil   América do Sul

Resumo

Dentre os roedores Sigmodontinae, a tribo Akodontini representa a segunda maior em diversidade, abrangendo 16 gêneros e 85 espécies. Embora amplamente distribuída na América do Sul, estes roedores estão ausentes na maior parte do Chile e no Sul da Patagônia, e apresentam uma diversidade baixa na Amazônia. As relações filogenéticas desta tribo, bem como a delimitação de novos gêneros e espécies, vêm sendo reveladas através de revisões sistemáticas e estudos moleculares recentes. No entanto, para diversos táxons, grande parte da representatividade geográfica ainda não foi investigada. Este é o caso de Akodon e Thalpomys, gêneros filogeneticamente próximos, mas com padrões de diversificação bastante distintos: 38 espécies válidas em Akodon e apenas duas em Thalpomys. No Brasil ocorrem principalmente nas regiões Leste e Central, ocupando áreas da Mata Atlântica e do Cerrado respectivamente. Entretanto, há registros desses gêneros no Oeste, em áreas de transição entre o Cerrado, Pantanal e Amazônia, sendo estes indivíduos raramente abordados em estudos filogenéticos. O presente projeto visa delimitar, caracterizar e estabelecer as relações de parentesco para os táxons de Akodon e Thalpomys que ocorrem no Oeste do Brasil, utilizando uma abordagem integrativa baseada na análise de dados cariotípicos, moleculares e morfológicos. Os espécimes do Oeste brasileiro serão comparados a amostras ao longo da área de distribuição destes gêneros, contribuindo para o aumento do conhecimento acerca da riqueza, diversificação e biogeografia dos Akodontini no Brasil e na América do Sul, bem como na conservação desta região de transição, ainda pouco estudada e muito diversa. (AU)