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Investigação do papel da microglia derivada de iPSC no Transtorno do Espectro do Autismo

Processo: 19/02784-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Patricia Cristina Baleeiro Beltrão Braga
Beneficiário:Andrelissa Gorete Castanha
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtorno autístico   Microglia   Neurociências   Astrócitos

Resumo

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento associado com elevado prejuízo funcional, onde os pacientes apresentam alterações comportamentais como movimentos repetitivos e estereotipados, déficit de comunicação e problemas de sociabilização. A prevalência mundial do TEA é muito elevada, sendo cerca de 1-2% da população mundial. O diagnóstico dos pacientes com TEA ocorre geralmente aos três anos de idade, sendo mais comum em meninos. Estudar a biologia do autismo é um desafio por conta da falta de acesso às células do sistema nervoso dos pacientes. Em 2007 foi descrito por Takahashi & Yamanaka uma tecnologia capaz de gerar células-tronco pluripotentes (chamadas em inglês de Induced Pluripotent Stem Cells, iPSC) a partir de células somáticas humanas. Nosso grupo vem realizando a modelagem do autismo idiopático in vitro através de iPSC e sua posterior diferenciação em células do SNC. Nossos resultados revelaram que os neurônios derivados de iPSC de indivíduos com autismo tinham alterações na sinaptogênese e na conectividade. Além disso, nosso grupo investigou primeira vez astrócitos de autistas idiopáticos, as células da glia mais abundantes do cérebro. Em experimentos de co-cultivo de neurônios derivados de indivíduos com autismo idiopático sobre astrócitos saudáveis, observamos que os astrócitos são capazes de resgatar o fenótipo de neurônios de autistas e que astrócitos de autistas apresentam um perfil neuroinflamatório. Considerando ainda esse perfil neuroinflamatório, seria fundamental investigar nos autistas idiopáticos como se comporta outra importante célula da glia, as micróglias, as quais detêm à responsabilidade pelo controle imunológico do Sistema Nervoso Central (SNC) e nunca foram investigadas em pacientes com TEA. Ponderando ainda que as micróglias têm papel na plasticidade sináptica, controlam a neurogênese, tem papel na manutenção do SNC e atividade imunológica, este projeto tem como objetivo investigar os fenótipos celulares e moleculares das micróglias de indivíduos com autismo idiopático.

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