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O papel das grandes províncias ígneas subáreas na modelagem de mudanças ambientais e climáticas durante o aumento do oxigênio atmosférico no Proterozóico no Brasil

Processo: 19/17732-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Pascal Andre Marie Philippot
Beneficiário:Francesco Narduzzi
Supervisor no Exterior: Delphine Bosch
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Montpellier 2, França  
Vinculado à bolsa:18/14617-3 - Limites temporais, condições de oxi-redução e fontes dos sedimentos relacionados ao aumento na oxygênação atmosférica no Proterozóico no Brasil, BP.PD

Resumo

O Grande Evento de Oxidação (GOE, ~ 2.5 - 2.2 Ga) e o Evento de Oxidação Neoproterozóica (NOE, ~ 0.85 - 0.54 Ga) registram o tempo em que a Terra se tornou rica em O2. Estes dois períodos foram contemporâneos com a colocação de Grandes Províncias Ígneas sub-aéreas (LIPs) e pelo menos 3 eventos glaciais, alguns dos quais de extensão global (Snowball Earth). Apesar das evidências geológicas através de pelo menos cinco continentes, a relação entre a oxigenação atmosférica, a colocação de LIPs e o resfriamento global ainda é debatida devido à restrições de idade e correlação estratigráfica contraditória entre sequências sedimentares em crátons separados. Isso é particularmente crucial para as sucessões sedimentares Paleo- e Neoproterozóicas do Brasil, que não são consideradas na reconstrução global. Modelagens numéricas recentes e análises isotópicas de Nd de rochas sedimentares abrangendo o GOE e NOE mostraram uma possível conexão entre a atividade de LIPs, a idade do gelo e a oxigenação. O objetivo deste projeto BEPE é combinar as análises isotópicas de Nd e Hf em folhelhos, rochas siliciclásticas, carbonatos e formações ferríferas da Província Mineral Paleoproterozóica de Carajás (Pará) e Grupo Neoproterozóico Jacadigo (Mato Grosso do Sul). Essas sequências sedimentares de baixo grau metamórfico, que foram depositadas durante o GOE e NOE, respectivamente, representam candidatos ideais para restringir as possíveis relações causais entre a colocação de LIPs, a oxigenação da atmosfera e a glaciações globais durante o GOE e ao NOE.