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Caracterização multi-isotópica (o, s, Sr) do grande evento de oxidação no início do Paleoproterozóico em baritas do Supergrupo Minas, bacia de minas, Brasil

Processo: 19/16066-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Pascal Andre Marie Philippot
Beneficiário:Camille Yann Rossignol
Supervisor no Exterior: Pierre Cartigny
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Institut de physique du globe de Paris, França  
Vinculado à bolsa:18/02645-2 - Cronestratigrafia e rastreamento isotópico do Supergrupo Minas, Paleoproterozóico, BP.PD
Assunto(s):Geoquímica isotópica

Resumo

O inicio do Paleoproterozóico (2,5 a 2,3 Ga) foi um período de grandes mudanças ambientais e climáticas, marcado pelo aumento do oxigênio atmosférico e o aparecimento de múltiplas glaciações, a mais antiga a ca. 2.45 Ga de possível extensão global (evento "Terra Bola de Neve"). Todavia, os sedimentos de idade semelhante na Bacia de Minas, Cráton do São Francisco, aparentemente carecem de evidências para tais condições glaciais. O presente projeto BEPE visa obter evidências da oxigenação da atmosfera e as condições climáticas associadas usando análises combinadas de isótopos S, O e Sr em baritas diagenéticas (BaSO4) preservadas em carbonatos da Formação Gandarela. Esta unidade foi depositada a ~ 2,42 Ga, que corresponde à idade de um evento glacial de extensão global registrado em diferentes crátons ao redor do mundo.A barita, um mineral (BaSO4) relativamente resistente à alteração pós-deposicional, forma-se pela mistura do fluido contendo Ba com outro contendo sulfato (SO42-). O sulfato deriva da oxidação do sulfeto durante o intemperismo da superfície continental, onde o oxigênio deriva principalmente da H2O de superfície. O sulfato apresenta ânion não lábil que retém as assinaturas iniciais de H2O, constituindo um registro direto de H2O no passado. Estas propriedades permitem documentar valores extremamente baixos de ´18O , indicativos de condições glaciais. O enxofre possui informações complementares, pois os isótopos S transportam um sinal da oxigenação da atmosfera, através da transição do sinal do Fracionamento Independente da Massa (S-MIF) para o Fracionamento Dependente da Massa (S-MDF). Assim, a barita oferece um registro direto para identificar a oxigenação atmosférica e as condições glaciais associadas através das variações isotópicas complementares do S e do O. Assim, a barita portadora de sulfato oferece um caminho direto para rastrear a oxigenação atmosférica e as condições glaciais associadas através do registro isotópico de S e O passado. Além disso, as composições isotópicas de Sr de barita são excelentes traçadores de fontes de fluidos contendo Ba. Em combinação com isótopos S, os isótopos Sr podem proporcionar restrições no ambiente deposicional da barita (e.g hidrotermal, diagenética). Este projeto BEPE de 12 meses pretende obter composições isotópicas de S, O e Sr da barita coletada na Formação Gandarela para documentar as principais mudanças ambientais (oxigenação da atmosfera e eventos glaciais relacionados) ocorridas durante o início do Paleoproterozóico.