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Lendo as mulheres na construção de uma nova Argélia: a obra de Assia Djebar durante a Guerra de Independência (1954-1962)

Processo: 19/10791-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Raquel Gryszczenko Alves Gomes
Beneficiário:Bruna Perrotti
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História da África   Descolonização   Feminismo   Emancipação   Mulheres   Criação literária   Discurso narrativo

Resumo

O período da descolonização argelina foi determinante na história recente desse país, gerações que foram expostas a cultura colonial por meio de um sistema educacional fortemente assimilacionista se depararam ou mesmo compuseram movimentos nacionalistas que assumiriam protagonismo na Guerra de Independência (1954-1962). A escritora Assia Djebar viveu esse contexto turbulento nos primeiros anos de sua carreira e essa pesquisa pretende analisar duas de suas obras iniciais no período: La Soif (1958) e Les Enfants du Nouveau Monde (1962) trazem as tensões de uma autora dividida entre dois paradigmas culturais distintos. Temos como ponto de partida nessa análise a ideia de que a particularidade das opressões sofridas pelas mulheres no contexto colonial influencia suas respostas e maneiras de engajamento. A pesquisa objetiva, portanto, a partir do enfoque nas obras de Djebar escritas durante a guerra, investigar as continuidades e inovações entre as duas obras selecionadas, apreendendo: como foi o processo de engajamento da autora e o de outras mulheres na causa da independência; qual a especificidade da participação da escrita feminina na construção literária de discursos que dialogam com os movimentos nacionalistas em emergência e atuação; e por fim, qual foi a recepção crítica de Djebar: se a autora conseguiu ou não, seu espaço de fala.