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Eficácia terapêutica da associação selênio orgânico/vitamina A em modelo de esclerose múltipla remitente-recorrente

Processo: 19/15980-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alexandrina Sartori
Beneficiário:Marina Bonifácio Denadai
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Esclerose múltipla   Microglia   Vitamina A   Selênio   Autoimunidade

Resumo

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica e desmielinizante do Sistema Nervoso Central (SNC), descrita como a principal causa de incapacidade neurológica em adultos jovens. Cerca de 85% dos indivíduos com EM desenvolvem um padrão remitente-recorrente, com disfunção neurológica e dano axonal. A imunopatogênese da EM é complexa envolvendo a participação de subpopulações de linfócitos tais como Th1, Th17 e Tc autorreativos e também a ativação de macrófagos e células da microglia que liberam vários mediadores pró-inflamatórios e radicais livres. Recentemente ocorreram grandes avanços no desenvolvimento de tratamentos modificadores da doença; fatores dietéticos, por exemplo, vêm sendo incluídos nas novas estratégias terapêuticas. Evidências observadas em pacientes e em modelos experimentais indicam que compostos selenizados e vitamina A (VitA), isoladamente, podem contribuir para a melhora clínica de doenças inflamatórias através da modulação da resposta imune e da microbiota intestinal. O selênio é um micronutriente essencial que apresenta propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Já a VitA desempenha um papel importante na tolerância imunológica, induzindo células T reguladoras (Tregs) e inibindo linfócitos Th17. Comprovamos recentemente que a administração oral de fontes orgânicas de selênio é eficiente no controle da encefalomielite autoimune experimental (EAE), que é um modelo de estudo para a EM. Neste contexto, o objetivo do projeto é avaliar se a VitA incrementa a eficácia do ácido carboxílico selenizado (ACS), que é um precursor de seleniocisteína em desenvolvimento pela empresa brasileira Biorigin. Nossa expectativa, baseada em resultados preliminares e na literatura, é que ocorra controle da EAE envolvendo tanto modulação da microbiota quanto da resposta imune no intestino e no SNC. Para isto, camundongos SJL/J serão submetidos à indução da EAE e tratados com a associação ACS+VitA, por via oral,a partir do 20º dia após a indução da doença, ou seja, na fase de remissão do primeiro pico de sintomatologia clínica. Após 42 dias da indução da EAE, avaliaremos a resposta imune no intestino através da caracterização de fenótipo regulador em células dendríticas (CD103+) e em linfócitos T (Foxp3+) nos linfonodos mesentéricos e da produção de citocinas em explantes de jejuno e íleo. Para elucidar o mecanismo neuroimunológico envolvido na proteção, avaliaremos as subpopulações de linfócitos T (Th1/Th2/Th17/Treg) e o perfil de polarização dos fagócitos e a ativação da microglia em células eluídas do SNC. Como a doença remitente-recorrente é a forma mais prevalente de EM, espera-se que o delineamento experimental proposto permita definir uma estratégia terapêutica eficaz no controle da neuroinflamação associada com este tipo de patologia.