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Desenvolvimento de sistemas nanoestruturados para aumento da eficácia de quimioterapia e imunoterapia para câncer de bexiga

Processo: 19/01315-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica
Pesquisador responsável:Ademar Benévolo Lugão
Beneficiário:Caroline Santos Alves de Lima
Instituição-sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vacina BCG   Gencitabina   Hidrogéis   Nanopartículas de ouro   Papaína   Neoplasias da bexiga

Resumo

O câncer de bexiga é uma doença que atinge grande parte da população acarretando em prejuízos graves para a saúde pública. O tratamento do câncer de bexiga se dá, primeiramente, por uma ressecção transuretral para a remoção do tumor visível, seguida por imuno ou quimioterapia intravesical, de acordo com o estágio da doença. Entretanto, a instilação de medicamentos na bexiga humana apresenta alguns desafios dos quais se destacam a permeação do ativo no urotélio - que é um tecido altamente impermeável - e o tempo de residência desse fármaco, que é limitado devido à presença da urina que acaba o diluindo e lavando-o completamente. Desta forma, o principal objetivo deste projeto é desenvolver estratégias para aumento da adesão, permeação, tempo de residência e especificidade da quimioterapia intravesical por meio da aplicação de hidrogéis mucoadesivos para administração de quimioterápicos e/ou imunoterápicos, como a gencitabina e a BCG. As nanopartículas de ouro recobertas com papaína serão adicionadas ao gel visando favorecer a permeação do quimio ou imunoterápico. Propõe-se a utilização dos hidrogéis à base de polímeros naturais quitosana, goma gelana e microcelulose, já amplamente aplicados na área biomédica, devido a propriedades como ausência de toxicidade, elevada biocompatibilidade e biodegradabilidade. Os hidrogéis serão estudados e avaliados em relação à sua mucoadesividade e capacidade de gelificação, a fim de verificar sua adequação as demandas específicas do tratamento. Também serão analisadas as interações entre a forma farmacêutica e as nanopartículas. Ensaios biológicos serão realizados de acordo com as normas internacionais relacionadas visando fornecer conhecimento especifico sobre a biocompatibilidade do material, permitindo assim um futuro uso clínico seguro. Por fim, almeja-se obter um sistema com propriedades específicas capazes de diminuir a carga de fármaco administrada aos pacientes, reduzindo toxicidade e efeitos colaterais e, ao mesmo tempo, aumentar o tempo de residência e permeação do ativo como alternativa às terapêuticas disponíveis.